O vereador Hugo Furrier (MDB) subiu o tom na última sessão ao expor um cenário de paralisia administrativa e descaso com o dinheiro público. Em um desabafo que mistura frustração e ironia, o parlamentar afirmou que decidiu reduzir o número de indicações oficiais ao Executivo. O motivo? Economia de papel, já que, segundo ele, o prefeito simplesmente ignora as solicitações.
"Para que gastar papel se nada é atendido?", questionou Furrier, evidenciando uma quebra de braço que prejudica diretamente a ponta final: o cidadão.
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O ponto mais crítico da fala do vereador diz respeito à situação do Residencial Marajoara. Hugo Furrier denunciou um pacote de absurdos envolvendo as obras da rede de esgoto conduzidas por uma empresa terceirizada do Samae.
- Destruição sem Reparo: A empreiteira quebrou calçadas por todo o bairro para instalar a tubulação, mas o acabamento prometido ficou apenas no papel. O que se vê hoje são calçadas esburacadas e o pedestre em segundo plano.
- A Pressa em Cobrar: O que mais causa indignação, porém, é a "agilidade" da Prefeitura em um único setor: o de arrecadação. Mesmo com a obra inacabada e o rastro de destruição nas calçadas, o Executivo já está ávido para entregar os boletos de Contribuição de Melhoria.
Crítica: A Conta Não Fecha
A postura da administração municipal beira o cinismo, observa o vereador. Como se justifica cobrar do cidadão por uma "melhoria" que, no momento, só trouxe transtorno e poeira? A Contribuição de Melhoria, por definição legal, pressupõe a valorização do imóvel após a conclusão de uma benfeitoria. Cobrar por uma obra incompleta e com o bairro depredado é, no mínimo, uma inversão de valores e um desrespeito ao bolso do contribuinte.
Enquanto o Executivo silencia diante dos requerimentos do Legislativo, o Marajoara segue como o símbolo de uma gestão que é rápida para emitir guias de pagamento, mas lenta — ou inexistente — na hora de fiscalizar seus próprios contratos e entregar dignidade aos moradores.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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