A Câmara Municipal de Ibiporã recebeu, na última segunda-feira (13 de abril de 2026), um pedido formal para a abertura de processo administrativo visando o afastamento cautelar do prefeito José Maria Ferreira (PSD) e do presidente do Legislativo, vereador Rafael Eik Borges Ferreira (PSD).
O protocolo foi apresentado pelo ex-deputado federal, Emerson Petriv, conhecido como Boca Aberta, e Alincson Pé Vermelho. O documento baseia-se em denúncias oferecidas pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Ibiporã.
- A investigação aponta que empresas ligadas aos envolvidos adquiriram um terreno por aproximadamente R$ 700 mil reais e revenderam a uma multinacional francesa por mais de R$ 7 milhões de reais. A Ação Cívil Pública sustenta que o prefeito e o presidente da Câmara, (prefeito e o filho) teriam se valido dos cargos para benefício próprio, acusados de enriquecimento ilícito.
- O Ministério Público sustenta que a prefeitura realizou melhorias no entorno do imóvel, o que teria causado uma valorização imediata e desproporcional do ativo. A promotoria alega vínculo dos agentes públicos com a transação.
Próximos Passos no Legislativo
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O pedido de afastamento agora deve passar pela análise da assessoria jurídica da Casa e ser submetido ao Plenário. Para que o processo de cassação ou afastamento prospere, é necessário o cumprimento dos ritos estabelecidos pelo Decreto-Lei 201/67 e pelo Regimento Interno da Câmara.
A denúncia do Ministério Público também tramita na Vara da Fazenda Pública de Ibiporã, onde a Promotoria pede a condenação por improbidade administrativa, a perda das funções públicas e a devolução de R$ 7.090.000,00 aos cofres públicos.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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