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Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026
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Presidente da Câmara de Ibiporã faz promessa federal para tentar virar deputado estadual

Em campanha marcada por erros grosseiros de português, Rafael Eik Ferreira (Avante) passa vergonha nas redes ao prometer Instituto Federal, enquanto ignora o CEEP recém-inaugurado pelo próprio pai na cidade.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Presidente da Câmara de Ibiporã faz promessa federal para tentar virar deputado estadual
📸Reprodução/Instagram
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    O limite entre o marketing digital e o desconhecimento técnico virou piada na campanha de Rafael Eik Ferreira, candidato a deputado estadual pelo Avante. Em uma série de publicações desastrosas no Instagram, o atual presidente da Câmara de Vereadores conseguiu o feito de atropelar a língua portuguesa e a própria Constituição Federal ao prometer a criação de um "Instituto Federal" profissionalizante para a região.

   Além do erro crasso de competência jurídica — já que um parlamentar da Assembleia Legislativa (ALEP) não tem poder sobre autarquias federais —, o candidato demonstrou uma gritante amnésia local ao ignorar que Ibiporã acaba de inaugurar seu Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP), obra que levou uma década para ser concluída sob os mandatos do prefeito José Maria Ferreira, seu próprio pai.

   Cercado por uma assessoria que trabalha manifestamente na contramão, o postulante a legislador expõe um profundo despreparo político que deixa o eleitorado com uma dúvida cruel: afinal, o candidato sabe para qual cargo está pedindo voto?

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  Erros de português, barbeiragens jurídicas e zero trejeito: Assim está se desenhando a autofagia da campanha de Rafael Eik Ferreira nas redes sociais. Sem bússola política, candidato à ALEP prova que não conhece as atribuições do cargo que disputa ao prometer o que a lei não permite e fingir que não vê a realidade de Ibiporã.

    Na engrenagem muitas vezes desregulada das campanhas eleitorais, a assessoria de um candidato deveria funcionar como o farol que guia o navegante por águas seguras. No entanto, no comitê de Rafael Eik Ferreira, a equipe parece empenhada em trabalhar na contramão, transformando a caminhada rumo à Assembleia Legislativa do Paraná em uma comédia de erros jurídicos e gramaticais.

   Depois de brindarem os seguidores com um erro grotesco de português no Instagram — daqueles que fazem qualquer corretor ortográfico chorar —, a página oficial do candidato destilou mais uma “pérola” que escancara não apenas a falta de revisão, mas um desconhecimento profundo da própria realidade do município que ele finge querer representar.

     Uma das principais bandeiras empunhadas por Rafael Eik Ferreira em suas redes sociais é a promessa de criação de um Instituto Federal profissionalizante em Ibiporã e em outras cidades do interior do estado. A proposta, que tenta se pintar de inovadora e preocupada com o futuro dos jovens, esbarra imediatamente em dois problemas intransponíveis: a amnésia política e o desconhecimento geográfico da própria cidade.

   O candidato, que hoje ocupa a cadeira de presidente da Câmara de Vereadores de Ibiporã, demonstra estar completamente alheio ao que acontece a poucos metros do seu gabinete. Ele parece ignorar soberbamente que a cidade acaba de inaugurar o seu Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP).   Se Rafael sequer se deu ao trabalho de notar a inauguração de um complexo educacional profissionalizante que levou uma década para sair do papel sob as bênçãos da gestão do próprio pai, como esperar que ele enxergue as reais demandas da população paranaense?

O erro crasso de competência: Deputado ou Deputado?

  O ponto mais ácido e vergonhoso dessa mais nova publicação, contudo, não é apenas o esquecimento das conquistas locais. É o despreparo técnico e constitucional do pretenso legislador. Rafael Eik Ferreira concorre a uma vaga de deputado estadual, mas faz promessas dignas de um candidato a deputado federal.

   Qualquer estudante do primeiro ano de Direito — ou qualquer cidadão minimamente assessorado — sabe que a criação, manutenção e implantação de um Instituto Federal é de competência exclusiva da União (Governo Federal) e do Congresso Nacional. Um deputado estadual, cujo raio de ação limita-se estritamente às leis e ao orçamento do Estado do Paraná, não tem qualquer atribuição jurídica ou poder de caneta para implantar uma escola profissionalizante de caráter federal. Sobretudo pelo interior do Estado.

  A confusão escancara uma dúvida legítima no eleitorado: será que o candidato sabe mesmo para qual cargo está pedindo voto? Essa desconexão com a realidade das atribuições públicas levanta um forte sinal de alerta. Quem não sabe até onde pode legislar, dificilmente saberá o que fazer se conseguir sentar na cadeira.

   O contraste nas redes: A falta de trejeito político

    Ao analisarmos longamente as postagens e a postura de Rafael Eik Ferreira em suas mídias sociais, o que se vê é um político fabricado, sem nenhum trejeito natural para a vida pública.  Pessoas mais próximas relatam que na verdade nem gosta disso, está na politica para amaciar o ego do pai.  Formado em direito já demonstrou que sua vocação também não está para isso. Seu negócio está para o ramo imobiliário.

   Peca a assessoria de comunicação que flutua entre o amadorismo técnico revestindo o candidato de soberba institucional. Em vez de apresentar soluções viáveis e dentro da esfera de competência da ALEP — como o fortalecimento da própria rede de CEEPs estaduais ou a destinação de emendas para a educação do Paraná —, preferem focar no populismo barato de prometer o que legalmente não pode cumprir.

A tabela abaixo expõe o abismo entre o que o candidato propõe no ambiente virtual e o que a realidade constitucional e municipal impõe:
 
A Ilusão das Redes Sociais de Rafael Eik A Realidade Nua e Crua dos Fatos
Promessa: Implantar um Instituto Federal em Ibiporã para o ensino profissionalizante. Fato 1: Institutos Federais dependem do Governo Federal em Brasília, uma esfera completamente fora do alcance de um deputado estadual na ALEP.
Aparência: Postura de quem lidera as discussões de desenvolvimento e inovação na região. Fato 2: Como presidente da Câmara, demonstra desconhecer a inauguração do CEEP local, uma obra que marcou a gestão do seu próprio pai, o prefeito José Maria.
Discurso: Renovação e preparo para legislar em prol do interior do Paraná. Fato 3: Histórico recente de erros crassos de português e postagens juridicamente analfabetas, evidenciando uma assessoria que joga contra o candidato.

   Votar em alguém que confunde as obrigações do Estado com as da Federação é assinar um cheque em branco para a inoperância. Se a intenção de Rafael era demonstrar força política, o tiro saiu pela culatra: o presidente da Câmara de Ibiporã conseguiu provar apenas que está mal informado, pessimamente assessorado e flutuando em uma órbita política onde Brasília e Curitiba parecem ser a mesma coisa. O eleitor de Ibiporã e do Paraná merece propostas reais, e não delírios de palanque virtual. Para o eleitor alfabetizado, esperava-se algo melhor que isso!

   Se prosseguir nesta "vibe", nem a matemática de desejar fazer 60 votos em cada um dos 399 municípios do Paraná, para tentar atingir 25 mil votos poderá dar resultado. Em todo caso, para quem acaba de receber R$ 2,5 milhões na conta em negócio imobiliário, não faltará dinheiro na campanha.  

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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