A manobra política em pleno período eleitoral levanta suspeitas sobre o uso da estrutura pública para beneficiar a campanha a deputado estadual de Rafael Eik Ferreira, filho do prefeito e presidente da Câmara Municipal. Em um movimento inédito em sua trajetória política recente, o prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira, oficializa nesta segunda-feira (31), às 17h, a transmissão temporária do cargo para a sua vice, Maricélia Soares de Sá.
O afastamento por 30 dias justifica-se, formalmente, pelo gozo de férias anuais remuneradas. No entanto, a decisão de se ausentar justamente em pleno período de campanha acendeu o debate nos bastidores políticos locais. Informações de bastidores apontam que as férias do chefe do Executivo têm como objetivo principal dar total liberdade para que ele encorpe a campanha de seu filho, o presidente da Câmara Municipal Rafael Eik Ferreira, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná.
Há relatos, inclusive, de que servidores em cargos comissionados cogitam solicitar licença para cumprir compromissos políticos em arregimentação de votos para o candidato da família. Isto porque alguns vereadores da base, não vão trabalhar para o filho do alcaide dado aos compromissos assumidos anteriormente com outros deputados. Este seria o motivo pelos quais o prefeito deixou de atender a demanda de alguns, criando um clima de animosidade que poderá se reverter após o período eleitoral.
Pelo menos dois vereadores da base, descontentes com as solicitações de demandas ignoradas, e não atendidas pelo prefeito, relataram a nossa reportagem que pode mudar o cenário político no restante deste mandato de José Maria e seu relacionamento com o Legislativo. "O que o prefeito vem fazendo desde que teve ciência que já tínhamos candidato, é pura retaliação! Ele tem que estar ciente que o seu mandato ainda não terminou", relatou um deles.
- Conduta de Comissionados: Servidores em cargos de confiança que queiram atuar ativamente em campanhas devem fazê-lo estritamente fora do horário de expediente ou formalmente licenciados, sem remuneração. O uso do aparato público ou a coerção de subordinados para fins eleitorais é crime.
- Princípio da Impessoalidade: Recursos, bens móveis, imóveis ou canais de comunicação oficiais do município não podem, sob hipótese alguma, ser vinculados a candidatos.

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