O ex-vereador ibiporanense, Kleber Machado usou as redes sociais para se manifestar sobre a titularidade da vice-prefeita Mari de Sá ao assumir a cadeira do chefe do executivo por trinta dias. O ex parlamentar em título onde destaca que "Ibiporã está em segundo plano", relata estar "se sentindo um pateta". E assim discorre o texto:
"Descartada durante quatro anos (primeiro vice, sem cargo e nem função nos últimos trinta anos). A vice foi assumir uma função de governo só no segundo mandato. E, agora, por interesses eleitorais, assume a chefia do município para o titular fazer campanha e ajudar seus companheiros. Enquanto isso, professores continuam sem receber o piso salarial, servidores sem valorização, motoristas do SAMU descartados, comissionados aos montes, terceirizados cada dia aumentando o quadro, mudanças regimentais no SAMAE privilegiando alguns (autarquia caminhando para privatização), falta de remédios, falta de médicos, filas em especialidades de urgências, Hospital Cristo Rei (melhor nem comentar), contrato da coleta de lixo contestado, falta de água constante, falta de energia constante, taxa de coleta duvidosa, aumento estrondoso do IPTU, escândalo do paver, escândalo do terreno superfaturado, milhões em festas, milhões em lagos (que vai ficar para a próxima gestão), etc, etc, etc...
Fica a pergunta: quem dizia o lema "não deixar ninguém para trás?"
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A cidade está abandonada e o o povo oh (*) ...ilustrada com uma figurinha de metáfora pitoresca impublicável!
E o ex-vereador tem razão
Essa é a realidade nua e crua de quem ocupou a primeira vice-presidência, sem cargo e sem qualquer função prática ao longo das últimas três décadas de história política local. A engrenagem governamental operou sob a lógica da exclusão, permitindo que a vice só assumisse uma função de governo de fato no segundo mandato. Mas a coerência política, como sabemos, costuma ser a primeira vítima das conveniências partidárias.
Agora, movidos puramente por interesses eleitorais, o cenário muda num passe de mágica: a chefia do município é repassada para que o titular possa fazer campanha livremente e inflar os palanques de seus companheiros, inclusive do próprio filho. Uma manobra fria, calculada e desconectada das reais urgências do povo.
Enquanto o jogo de cadeiras se consolida no topo, a cidade real padece na base: Professores continuam sem receber o piso salarial nacional, servidores amargam a total falta de valorização e os motoristas do SAMU foram sumariamente descartados. O número de cargos comissionados cresce aos montes e os contratos de terceirizados aumentam a cada dia, drenando recursos e inchando a máquina pública.
As mudanças regimentais no SAMAE privilegiam um grupo seleto de apadrinhados, empurrando a autarquia a passos largos para a privatização como há muito este Portal de Notícias já vem prevendo.
E como se referiu Machado, na saúde impera o caos: Falta o básico como remédios, médicos, e as filas em especialidades de urgência humilham o cidadão. Sobre a situação do Hospital Cristo Rei, sinceramente, é melhor nem comentar para não passar mais indignação.
O contrato da coleta de lixo segue contestado, a taxa de coleta é absolutamente duvidosa e o IPTU sofreu um aumento estrondoso que esmaga o orçamento das famílias. Enfim, como declara o ex-parlamentar a população convive com a falta de água constante e a falta de energia constante em nossos bairros enquanto explodem as denúncias do "escândalo do paver" e do "terreno superfaturado", o governo gasta milhões de reais em festas e milhões em obras cinematográficas de lagos — que, deliberadamente, ficarão incompletas para a próxima gestão descascar o abacaxi.
Diante desse cenário de completo abandono ético e administrativo, a maquiagem publicitária já não consegue esconder as rachaduras da realidade. Fica a pergunta que não quer calar ao cidadão que paga seus impostos em dia. E o cidadão Kleber Machado como toda a população de Ibiporã quer saber: onde foi parar aquele lema pomposo que dizia "não deixar ninguém para trás"? Pelo visto, deixaram a cidade inteira.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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