A aproximação do período de campanhas traz consigo um impacto que vai muito além das discussões políticas: a movimentação financeira direta no comércio e no setor de prestação de serviços. No município de Ibiporã estima-se que o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) injete cerca de R$ 2 milhões na engrenagem econômica local.
Esse montante temporário gera um efeito multiplicador que reaquece diversos setores profissionais da cidade, transformando a disputa eleitoral em um forte elemento de estímulo financeiro regional.
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Isto não significa que todos os candidatos estão realmente interessados no pleito, mas engordam o leitão com o dinheiro do fundo, maquiando prestação de contas. Um crime que muitas vezes deixa de ser investigado onde geralmente há participação de profissionais de contabilidade e advogados especialistas que dão conta do recado. O serviço é caro e sabidamente é crime. Mas sempre tem aquele jeitinho...que, se descoberto, envolve criminalmente "os profissionais" junto com o político que se julga espertalhão. Fica ao alerta!
Candidatos e cifras de campanha
O direcionamento desse capital público concentra-se principalmente em candidaturas de grande expressão ou com forte respaldo partidário. Figura política local como o ex-deputado André Vargas lidera o volume de arrecadação, acumulando mais de R$ 1 milhão destinados à estrutura de sua mobilização. Estima-se pelo montante dos demais candidatos, cerca de mais R$ 1 milhão de reais, considerando que a lista oficial ainda não esteja totalmente disponível para consulta. Na última eleição, a média foi de R$ 250 mil reais para cada candidato local.
Logo em seguida, candidaturas como as da professora Ângela Garcia, de Pedro Chimentão — atual vereador na Câmara Municipal e do ex-parlamentar Boca Aberta consolidam a maior parte dos repasses previstos para o município até o momento. A transparência dos números e nomes dos beneficiados com o fundo partidário é livre e pública, assim como deve ser a prestação de contas e pode ser consultado por qualquer cidadão.
Por outro lado, o atual presidente do legislativo municipal e candidato a deputado estadual, Rafael Eik Ferreira, (Avante), até o fechamento desta matéria ainda não constava nos registros atuais de recebimento do fundo partidário, indicando que sua campanha pode ter adotado estratégias alternativas de financiamento ou aguarda atualizações nos sistemas da Justiça Eleitoral.
A expectativa do impacto econômico desse montante que pode chegar a R$ 2 milhões (ou mais) se faz notar de forma imediata na base da economia local através da contratação de pessoal. A demanda por cabos eleitorais, coordenadores de equipe e panfleteiros funciona como um programa de fomento ao emprego temporário, injetando renda diretamente nas famílias de menor poder aquisitivo da região.
Esse dinheiro, recebido semanal ou mensalmente pelos trabalhadores da campanha, é gasto de forma quase integral no comércio varejista local, beneficiando supermercados, postos de combustíveis e pequenos comércios de bairro.
Outro setor tradicionalmente impactado é a indústria gráfica. A produção em larga escala de santinhos, panfletos, praguinhas e bandeiras exige o serviço de gráficas da região, gerando faturamento para fornecedores de papel, tinta e mão de obra técnica. Da mesma forma, a profissionalização das campanhas modernas exige um aporte robusto na contratação de equipes de mídia e marketing, englobando designers, videomakers, fotógrafos e gestores de redes sociais, que encontram no período eleitoral uma janela de alta valorização de seus serviços.
Finalmente, a burocracia e as exigências legais de conformidade junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem uma forte demanda por serviços especializados de alto valor agregado. Escritórios de advocacia e profissionais de contabilidade locais são contratados a peso de ouro para garantir a regularidade das prestações de contas e o cumprimento das normas jurídicas da disputa.
Assim, embora o Fundo Eleitoral seja frequentemente alvo de debates sobre sua moralidade e volume de recursos, sob a ótica estritamente econômica ele atua como um vetor de transferência de renda que irriga a microeconomia de cidades como Ibiporã, gerando faturamento e ocupação profissional ao longo de todo o calendário de votação.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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