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Segunda-feira, 27 de Abril de 2026
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Prefeitura de Ibiporã pretende gastar R$ 12 mil reais em crachás de identificação

Os existentes serão substituídos ou estes serão para os novos cargos de confiança a serem nomeados em ano eleitoral?

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Prefeitura de Ibiporã pretende gastar R$ 12 mil reais em crachás de identificação
📸Imagem de charge ilustrativa (IA)
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   Em Ibiporã, parece que a nova tendência da moda administrativa não são as planilhas de gastos, mas sim o pescoço dos servidores. A prefeitura decidiu que a identidade visual da cidade precisa de um "upgrade" digno de tapete vermelho, investindo mais de R$ 12 mil em novos crachás e acessórios.
 
Para tal, abriu processo licitatório no início do mês para contratar empresa especializada no ramo.
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A julgar pelo custo, considerando que todos os servidores já possuam crachás, os novos devem vir com cordões de ouro ou seguem os padrões internacionais de "identidade VIP"
 
   Pelo preço, os crachás devem vir com GPS, Wi-Fi 6 e, quem sabe, um holograma do prefeito dando boas-vindas. Considerando que no mercado o custo unitário está entre R$ 3,00 e R$ 4,50, a licitação, ganha um "fermento" especial que só o dinheiro público consegue explicar.
 
 Como todos já possuem crachá, a ideia deve ser criar uma coleção "Outono-Inverno" para não enjoar da foto antiga. Na arte de gastar, nada diz mais "eficiência" do que dispor milhares de reais para identificar pessoas que... bom, já estavam identificadas.
 
   Enquanto o cidadão comum conta as moedas para o café, a administração municipal foca no essencial: garantir que o cordão do crachá combine com a decoração da repartição. Afinal, se o serviço público não for de primeira, pelo menos o acessório do servidor será de luxo.
É o projeto "Crachá para Todos" — mesmo para quem já tem, porque beleza e gasto excessivo nunca são demais quando a conta é dividida por toda a população. 
  
Para justificar um investimento tão "robusto" em algo que custa centavos no atacado, só podemos imaginar que esses crachás não são simples pedaços de plástico. Eles devem ser verdadeiras joias da engenharia moderna dotados de funções premium.
Para custar esse valor, o edital certamente esqueceu de mencionar os seguintes opcionais:
  • Escudo de Invisibilidade: Ativa automaticamente quando um munícipe irritado entra no departamento para fazer uma reclamação.
  • Detector de Cafezinho: Vibra freneticamente quando o pó de café acaba na copa ou quando o bolo da dona Maria é servido.
  • Ar-condicionado Portátil: O cordão do crachá vem com dutos de micro-ventilação para manter o servidor fresco nos dias de calor paranaense.
  • Sensor de "Horário de Almoço": Emite um campo de força que impede a entrada de qualquer documento ou cidadão 15 minutos antes do meio-dia.
  • Sincronização com o Além: O crachá brilha no escuro para que o servidor possa ser identificado mesmo em caso de eclipse solar ou apagão total da prefeitura.
 O que R$ 12.000,00 poderiam comprar?
Se a prefeitura decidisse manter o crachá já em uso, os R$ 12 mil poderiam ser usados para:
  • Tapa-buracos: Aproximadamente 15 a 20 toneladas de massa asfáltica para dar um descanso aos pneus dos carros da cidade.
  • Merenda Escolar: Cerca de 3.000 a 4.000 litros de leite para as escolas municipais.
  • Saúde: Aproximadamente 400 doses de vacinas ou uma montanha de exames laboratoriais básicos que estão na fila de espera.
  • Educação: Cerca de 10 a 12 computadores novos para telecentros ou laboratórios de informática capengas.
  • Lazer: A compra de 3 ou 4 parquinhos infantis completos para praças de bairros que só têm terra e mato.
A piada do dia fica por conta das "práticas sustentáveis" critérios de sustentabilidade e exigências de certificações ambientais. Como diziam os cidadãos mais antigos: "_É o fim da picada!"
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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