A sede da Prefeitura Municipal de Ibiporã virou o monumento oficial da lentidão e do desperdício de dinheiro público. Caminhando a passos de cágado para completar três anos de poeira e tapumes, a obra ganhou mais um capítulo vergonhoso.
O prefeito José Maria Ferreira acaba de autorizar o nono termo aditivo [9º] para uma reforma que parece não ter fim. Em uma errata que tenta corrigir a matemática desastrosa da própria administração, o governo municipal oficializou mais um “puxadinho financeiro”. O novo aditivo injeta R$ 1.064.316,68 extras nos cofres da empreiteira AR Engenharia Eireli Ltda.
Com essa nova tungada no orçamento, o valor total do contrato saltou de R$ 10 milhões para assustadores R$ 11.146.314,03. Um Retrato do AbsurdoPreço de Obra Nova: Com mais de R$ 11 milhões, seria perfeitamente possível erguer dois prédios públicos inéditos, modernos e do mesmo tamanho, do zero.
Remendo de Ouro: A administração municipal prefere gastar uma fortuna inacreditável apenas para remendar, pintar e modificar o que já existe. Incompetência de Planejamento: O erro grosseiro na publicação original — que confundiu a palavra “acréscimo” com “supressão” — mostra que a gestão do contrato é tão confusa quanto o ritmo dos pedreiros.
O Bolso do Cidadão: Enquanto o contribuinte de Ibiporã espera por melhorias na saúde e na educação, o dinheiro dos seus impostos é canalizado para aditamentos infinitos em uma única obra burocrática.
Uma reforma de três anos com nove aditivos não é um imprevisto de engenharia. É o retrato de uma gestão de contratos duvidosos e inflacionários que perdeu completamente o respeito pelo dinheiro do povo. Ibiporã merece respostas, e não mais desculpas publicadas em diário oficial. Cadê a fiscalização da câmara? Na gaveta do presidente?

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