O vereador Claudinei Pereira dos Santos, conhecido como Santão, foi condenado a pagar R$ 20.000,00 por danos morais a Marly de Fátima Ribeiro, a Mara Boca Aberta. O veredito é uma resposta contundente à violência física, ao abuso de poder e à humilhação pública que Mara sofreu. Além da indenização, Santão também foi condenado a pagar as custas do processo e honorários advocatícios em 10% sobre o valor da condenação, nos termos do art. 85, §2o, do Código de Processo Civil.
Com um gesto que reafirma sua grandeza, ela anunciou que doará todo o valor da indenização para o Hospital do Câncer de Londrina.
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O episódio ocorreu em 15 de maio de 2025, na Central de Flagrantes da 10ª Subdivisão Policial de Londrina. Santão, que é vereador e policial rodoviário federal afastado, usou de sua posição para dar uma voz de prisão ilegal à Mara.

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Sem haver flagrante ou qualquer ordem judicial, ele usou de truculência arrastando-a pelo braço com violência física desmedida. A agressão covarde ignorou a saúde cardíaca vulnerável de Mara, provocando-lhe lesões corporais e profundo abalo emocional.
A decisão judicial foi baseada no princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. O magistrado Jamil Rieche Filho destacou que abordagens abusivas por agentes estatais configuram dano moral que dispensa provas de prejuízo. A justiça também rejeitou um pedido de reconvenção feito pelo vereador, que tentava se esquivar da culpa acusando Mara de ofensa à honra. O tribunal entendeu que a verdadeira vítima foi a mulher violentada no exercício de sua cidadania.
Este caso serve como um marco pedagógico contra a violência de gênero e o abuso de autoridade. Ao resistir à agressão e buscar a justiça, Mara Boca Aberta não defendeu apenas a si mesma, mas a integridade de todas as mulheres que enfrentam o machismo e a truculência no espaço público. Sua vitória nos tribunais e a destinação solidária do dinheiro ao Hospital do Câncer transformam a dor de uma agressão em um ato de esperança e generosidade para a comunidade.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno/Diário da Justiça

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