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Quarta-feira, 10 de Junho de 2026
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A Festa do Dinheiro Público: Quando a Máquina Municipal Antecipa o Palanque Eleitoral em Ibiporã

Assistimos em Ibiporã a um triste espetáculo onde a linha entre o interesse público e a promoção pessoal foi não apenas cruzada, mas atropelada

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
A Festa do Dinheiro Público: Quando a Máquina Municipal Antecipa o Palanque Eleitoral em Ibiporã
📸Folha Portal
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    O recente e vultoso investimento financeiro em eventos, supostamente justificado como fomento ao turismo regional, escancara uma prática preocupante: a utilização da máquina administrativa e do dinheiro do contribuinte para pavimentar candidaturas muito antes do período permitido pela Justiça Eleitoral. 

   O uso da máquina pública em Ibiporã atingiu níveis alarmantes, com a festa junina municipal sendo descaradamente sequestrada para promover a pré-campanha do presidente da Câmara, Rafael Eik Ferreira, filho do prefeito, transformando eventos culturais em vitrine milionária financiada pelo suado imposto do contribuinte que sentiu este ano o peso do IPTU movido a “drone”.

   Quando o presidente do Legislativo utiliza a tribuna e as transmissões oficiais da Casa de Leis para discursar sobre “fortalecer a representatividade regional”, ele não está apenas desdenhando dos atuais representantes eleitos.  Ele usa o tempo e o aparato da máquina pública como uma vitrine de luxo para promover sua futura campanha. A contundência dessa ação fere o princípio da impessoalidade, transformando a coisa pública em trampolim político particular.

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    A sessão da Câmara Municipal de Ibiporã transformou-se em um verdadeiro picadeiro eleitoral. Ao usar o púlpito e as transmissões oficiais da Casa de Leis para gabar-se de aglomerar turistas de toda a região – citando desde a Warta e Londrina até Cornélio Procópio e Maringá, o presidente do Legislativo esbanja demagogia.

   A intenção transparente é vomitar aos quatro ventos a sua onipresença e dar o pontapé inicial em um projeto de poder pessoal, cujos pré-cálculos financeiros assustam pelo montante de recursos públicos em jogo. Passa de milhão com o absurdo aditivo de valores concedidos aos aluguéis de tendas, midias em rádio e TV e cachês absurdos para shows sem licitação. O que na prática, era dever do legislativo fiscalizar estas ações, o que curiosamente não acontece. A Câmara está engessada? Os vereadores estão no cabresto do prefeito ou são coniventes com esta patifaria? Perguntar não ofende!

Mídia, Gastos Excessivos e a Exclusão da Própria Casa de Leis
   O absurdo não se limita aos discursos de auto-exaltação. A tradicional abertura da festa junina da cidade, outrora um momento republicano de união das autoridades locais, foi repaginada para servir unicamente ao marketing dinástico.

   Em um cenário onde nunca se gastou tanto dinheiro público com contratações musicais e mídias pagas para atrair público de fora, a verdadeira face da gestão é revelada nos bastidores.  A praxe sempre foi estender o convite de honra a todos os vereadores. Desta vez, em uma manobra que desafia a coincidência, foi dada a suposta ordem para que apenas o vereador filho do prefeito, próprio presidente da Câmara ocupasse o palco ao lado das demais autoridades.  

   A mensagem é clara e escancarada: o aparato do município está sendo operado à exaustão para inflar a visibilidade do privilegiado antes mesmo do período legal de campanha.   Como diria o locutor Galvão Bueno: _"Pode isso Arnaldo?"

   Essa coreografia nos palcos e microfones é apenas o trailer do que se desenha para o pleito. A ostentação de shows milionários e a publicidade massiva paga com o dinheiro do povo não são atos de gestão cultural, mas sim o ensaio geral para uma campanha eleitoral que promete ser financiada pelo bolso do contribuinte.

   É a utilização descarada da máquina pública como cabo eleitoral gratuito, promovendo uma propaganda antecipada que debocha da inteligência do eleitor de Ibiporã e levanta sérios questionamentos sobre a legalidade dos gastos e a moralidade que nessa administração, há muito já deixa a desejar.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasaceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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