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Domingo, 2 de Junho de 2024
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OPINIÃO

UMA REFLEXÃO QUE INCOMODA

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
OPINIÃO
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Caros leitores e eleitores caros. Não é fácil viver em sociedade embora fazer parte dela e conviver com pessoas que pensam diferente de nós é fundamental numa democracia. Afinal, quem gostaria de viver numa ilha deserta, sem qualquer contato humano? Mas não é fácil.

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Não é fácil principalmente quando não fazemos parte do grupo mais afortunado por alguma razão. Quando não somos os mais bonitos, os mais ricos, os mais inteligentes, ou qualquer coisa que facilite a nossa entrada para o grupo dos “donos da razão”. Agora, imagina quando sua opinião entra na equação?

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Porque a sociedade em geral, tem uma visão muito pessimista de pessoas que contrariam algo que atingem seus interesses. E não é porque são menos privilegiadas, as menos bonitas,  menos felizes, as menos realizadas, as menos [insira qualquer coisa aqui]… São por vezes mau vistas, porque incomodam o que contraria o que nem sempre corresponde à realidade, ou a verdade dos fatos.

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Mas porque essa visão de quem traz a luz, o que por vezes fica escondido, torna-se um risco principalmente para quem usurpa da boa fé das pessoas, para fazer seus maus intentos, um meio de vida sustentado por uma “unanimidade burra”, como dizia o escritor brasileiro Nelson Rodrigues.

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O incômodo de nossas opiniões, ocorrem quando geralmente alguém “veste a carapuça”  em relação a essa questão, a história revela que muitos já morreram por isso. E na sociedade de hoje, tal autoritarismo, não encontra mais lugar, embora alguns ainda se acham inatingíveis dado ao seu poder de influência a ponto de reverter qualquer situação adversa num submundo criminoso travestido de Justiça.

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E onde está o ponto fraco da sociedade? Na manipulação intencional da desinformação. Ferramenta utilizada de palanque, a toda a sorte de mídia disponível, onde o dinheiro fala mais alto que a verdade dos fatos. É marginal pagando para marginal alimentar a unanimidade burra.

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“Esse camarada não sabe o que escreve”. Pronto... Percebem que essa frase já embute uma opinião formada? A pessoa já acha, sem te conhecer, que você é um alienado, que não sabe de nada, que não merece crédito! Será que nossa opinião tem menos valor que um marginal condenado por dezenas de vezes e sempre pelos mesmos "modus operandi? Ou por estelionatários em exercício ilegal de profissão? 

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Porque o atingido por uma opinião reveste-se de vítima, “infeliz com a situação” e joga para a sociedade (aquela da unanimidade burra) uma imagem de “coitado”. Será que isto ameniza seu ego, e seu sentimento real de culpa, escondido no fundo de uma consciência desprovida de qualquer forma de caráter ou vergonha na cara?  

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Numa ausência de culpa que não encontra arrependimento, este sequer curva-se ante sua sede insaciável de poder e domínio. Acha que isso prosperará, pós vida? O homem veio do pó, e ao pó tornará.(1° Corintios 15:47)  De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma? (Marcos 8:36).  Até onde vai o limite dos que se enquadram nesse perfil? Que legado deixará além da vergonha na história?

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A questão é como lidar com isso. Pode parecer fácil, sentar a bunda numa cadeira e escrever um texto dizendo “Fiquem espertos com estas essas pessoas, não deixem que suas ações te afetem ou te manipulem”. Mas no mundo real, na prática, não é bem assim. Na sociedade encontramos principalmente na política, quem se vende por pouco. É o cão comendo as migalhas que caem no chão da mesa do patrão!

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E quando dizemos que "quem se vende não vale o que recebe", incomodamos sim. E quem se incomoda, faz vista grossa e de conta que não é com ele. O caráter e a vergonha na cara, já não existem mais na sua personalidade. Alguns “encontram” até 80 mil razões  para vender o que sobra de sua pobreza moral e falta de ética e respeito com a sociedade. Aquela mesma de unanimidade burra que o elegeu.

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E a solução não é bater boca com todo mundo que difere de nossa modesta opinião. Mudar o mundo é possível, mas não é algo que será feito do dia para a noite. Reconhecemos que tem sido feito um imenso trabalho de mudança social em relação a pessoas adeptas a unanimidade burra nos nossos dias. Como há mais de 2 mil anos, a sociedade volta a querer trocar  um cidadão que defende valores éticos e morais por um marginal. Logo a unanimidade burra, vem de séculos. E com ela, a corrupção que começa com 30 moedas de prata.

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São livros, palestras, filmes dedicados a esse tema. A mídia séria, tem falado bastante do assunto. Existem inúmeros blogs e canais do YouTube de pessoas com este propósito,  relatando sobre a vida de pessoas que levam este estereótipo de vida. Ainda assim, toda essa mudança social não vai acontecer de hoje para amanhã. Mas pode começar com nossa mudança de atitude.

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E não dá para esperar o mundo mudar, se a mudança não começar por nós mesmos, extirpando da sociedade este tipo de gente imunda que se corrompe e se deixa corromper em nome da “defesa dos interesses da sociedade”. Não seria esta desculpa, apenas uma forma de amenizar o real sentimento de culpa de que quem carrega na testa o carimbo de traíra? Ou de Judas dos tempos modernos?

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Obviamente, sempre haverá situações que vão incomodar, mas ponto principal é achar o equilíbrio para que a opinião sirva ao menos de alerta para que a unanimidade burra, passe a enxergar um dedo apenas à frente do nariz. Porque se esse comentário tal, incomoda? Faça uma autoanálise, converse com amigos, leia sobre o assunto e reflita.

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Tem gente que é cabeça dura e intransigente mesmo (uma parte considerável da população), mas tem gente que só pensa assim, porque nunca trouxeram outra visão para ela.  E é isso que nossa opinião procura mostrar, que além da unanimidade burra, existe outra realidade.  Mas será que para esses, pedir uma profunda reflexão faz diferença?

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A idolatria, o apego aos bens materiais e a traição andam de mãos dadas. Para estes, sem nenhum escrúpulo, como escreveu Matheus; "melhor seria que não houvessem nascidos" Além disso, é quase impossível combater os corruptos quando a corrupção começa na própria sociedade.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno/CMI
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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