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Domingo, 14 de Junho de 2026
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Crime Ambiental em Ibiporã: Rios sob Ameaça e Acordos Descumpridos Atraem a Ação do Ministério Público

Investigações miram poluição por resíduos misteriosos no Córrego Guará e o abandono na recuperação da mata ciliar às margens do Ribeirão Jacutinga.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Crime Ambiental em Ibiporã: Rios sob Ameaça e Acordos Descumpridos Atraem a Ação do Ministério Público
📸Imagem/Canal Du Norty/Reprodução/Ribeirão Jacutinga
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    O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do promotor Rogério Barco de Toledo, em Ibiporã instaurou dois novos procedimentos administrativos para investigar crimes ambientais no município.  As investigações, iniciadas na semana passada focam na poluição de recursos hídricos e no descumprimento de acordos de recuperação de áreas protegidas no município.

   Poluição e mau cheiro no Córrego Guará

   O primeiro caso (procedimento nº mppr-0062.26.000004-7) foi motivado por um termo de declaração prestado pelo morador Luciano Pedro Correa, que denunciou a poluição no Córrego Guará. A situação tem gerado forte incômodo na comunidade local. ”O cheiro perto do córrego ficou insuportável nas últimas semanas e a água mudou de cor, apresentando uma espuma estranha em vários pontos”, relata o aposentado Carlos Alberto Silva, de 64 anos, morador da região afetada. “Minha preocupação é com os animais que bebem dessa água e com as crianças que costumam brincar perto da margem. Precisamos descobrir logo quem está jogando esses resíduos ali”, pontuou.    O MPPR tenta identificar os autores do dano ambiental, classificados inicialmente como “a apurar”.

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    O segundo procedimento (nº mppr-0062.25.000810-9) apura o descumprimento de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) e a falta de recuperação de uma Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Ribeirão Jacutinga. A denúncia foi apresentada pela Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Ibiporã, após vistoria técnica.

  Para especialistas, o abandono de áreas de preservação compromete diretamente o ecossistema e o abastecimento da região. “A ausência de mata ciliar nas margens do Ribeirão Jacutinga acelera o processo de erosão e assoreamento do rio”, explica a engenheira ambiental e professora universitária Mariana Vasconcelos. “Quando um acordo de recuperação é descumprido, a recuperação do solo retrocede anos, destruindo o habitat da fauna local e reduzindo a qualidade da água que abastece as nossas cidades”.  Os alvos que deixaram de cumprir as obrigações de restauração ambiental também estão sendo identificados pelas autoridades.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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