Pela noite os acordes do “Noturno” de Chopin,
rasgando o silêncio daquelas horas encantadoras
nas quais me debruçava e me empolgava,
saindo a minha alma dos esfarelares do meu ser corpóreo
esvoaçando pelas aragens luminosas,
onde as falenas rebrilhavam e ofuscavam o universo poético
do qual estava tão próxima.
Oh lampejos que desmaiavam pelas nebulosidades
coroando as etapas das viagens do meu ser!
Perdida na imensidão a minha voz gritava o belo, o real,
o gigantesco de toda aquela vida etérea, ameníssima
que marchava na noite dos tempos!...
Enriquecendo e exaltando os meus olhos no sombrio
do nevoeiro abrigando meu ser corpóreo.
Oh vislumbrava aquelas aragens divinas ao encontro do
sublime perpetuando o Incomparável!
Oh aquela vida cheia que se desprendia das auroras
prateadas do porvir!
Oh dormira eu o sono ameno, vivificante, que agigantava
as imagens envoltas naqueles esfumaçares grandiosos
das Esferas Reluzentes!...

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