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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
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A Vaidade do Palanque e o Desespero pelo Holofote

As entrelinhas das explicações pessoais falam mais alto que a própria função de legislar...

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
A Vaidade do Palanque e o Desespero pelo Holofote
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   A política local frequentemente se transforma em um palco de ironias involuntárias, onde o figurino da moralidade raramente serve em quem o veste. Quando um legislador decide usar a tribuna para classificar ministros da Suprema Corte como "escória", traçando paralelos nostálgicos com um passado idealizado, ele inevitavelmente convida o público a estender a mesma régua ao seu próprio redor.
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O resultado é o clássico enredo do "sujo falando do mal lavado". Afinal, ao comparar as legislaturas municipais de outrora com certas figuras do presente, percebe-se que o declínio do debate público não é exclusividade das altas esferas de Brasília; ele ecoa com força nos corredores municipais.
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A audácia da crítica desmorona por completo quando confrontada com as bases que sustentaram a própria ascensão do crítico. Há um cinismo latente no parlamentar que discursa sobre ética, mas traz no currículo o patrocínio político de figuras historicamente ligadas ao tráfico de influência e aos esquemas que mancharam a história recente do país, como o Mensalão.
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Erguer-se como paladino da justiça sobre os ombros de gigantes da corrupção partidária é uma contradição que nenhuma retórica inflamada consegue camuflar.
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Para além das alianças espúrias, o espetáculo ganha contornos de deboche quando o comportamento pessoal e o exercício do cargo entram em pauta. Declarações ambíguas sobre orientação sexual, misturadas a insinuações de que o assédio sofrido decorre de uma suposta "atratividade irresistível", revelam uma vaidade narcisista que flerta com o ridículo. Esse egocentrismo atinge o ápice quando o abuso de poder — formalmente denunciado ao Ministério Público — é tratado com desdém e sátira.
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Ao tripudiar sobre as denúncias e menosprezar o cidadão que exerce seu papel constitucional de fiscalizar, o político prepotente não está apenas desdenhando de um indivíduo; está cuspindo no próprio conceito de democracia.
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A postura jocosa diante de investigações sérias é o refúgio dos charlatões que, sem argumentos técnicos ou defesa moral sólida, restam apenas o riso nervoso e a tentativa de ridicularizar a lei. No fim, o episódio serve como um lembrete ácido de que o verdadeiro perigo para as instituições não está apenas no topo, mas também nas bases, disfarçado de convicção e financiado pela velha política de sempre.
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O palco político local continua a oferecer espetáculos de pura miopia administrativa, onde as prioridades públicas são rotineiramente sufocadas pelo ego dos parlamentares.
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O mais recente "fora de jogo" do presidente da Câmara de Ibiporã, vereador Rafael Eik Ferreira, ilustra perfeitamente essa obsessão neurótica pela vitrine.
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Ao usar seu espaço para disparar críticas ao protocolo do Executivo, culpando os servidores por não terem estendido o tapete vermelho ou dado o devido destaque a um colega de bancada — que assistia a um evento comemorativo na Praça Pio XII misturado aos cidadãos comuns —, o parlamentar revela o que realmente importa para certas lideranças: a autopromoção a qualquer custo.
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A reclamação beira o absurdo quando analisada a conjuntura do momento. Com o prefeito em férias e a ausência da vice-prefeita, o Executivo municipal encontrava-se temporariamente sem uma representação política formal na solenidade.
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No entanto, em vez de compreender a excepcionalidade da situação ou focar na relevância do evento para a comunidade, a presidência da Casa preferiu transferir a culpa para o corpo técnico responsável pelo cerimonial.
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Cobrar "palanque e confete" para um colega em pleno período de campanha eleitoral não é zelar pelas prerrogativas do cargo; é pura pressão política para garantir dividendos eleitorais disfarçados de respeito institucional.
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Essa cobrança pública expõe uma inversão de valores gritante. Para essa ala do legislativo, parece um ultraje intolerável que um vereador ocupe o mesmo espaço físico e receba o mesmo tratamento que o "cidadão comum".
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A ojeriza em estar na planície, junto ao povo que os elegeu, demonstra o quão distantes esses elementos estão da realidade das ruas. O protocolo não existe para inflar vaidades ou servir de cabo eleitoral gratuito em eventos públicos.
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Atacar servidores e a organização do evento por uma suposta "falha de vitrine" é o reflexo de uma política pequena, que se alimenta da imagem e padece de substância.
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Em plena temporada de caça aos votos, o episódio serve como um alerta claro ao eleitorado: enquanto a população busca soluções e representatividade real, os donos do poder local estão mais preocupados com a iluminação do próprio umbigo e com o tamanho do destaque que receberão nas fotos oficiais.
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O folclore político local ganhou mais um capítulo tragicômico, cortesia do analfabetismo funcional que por vezes habita as tribunas legislativas. Ao tentar ensaiar um discurso sobre a paz — evocando o lema da bandeira do município e o simbolismo da pomba branca —, um ilustre parlamentar conseguiu a proeza de redesenhar a biologia e a heráldica de uma só vez.
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Ao afirmar, com toda a solenidade que o cargo supostamente exige, que a ave levava um ramo de oliveira na "boca", o vereador demonstrou que a distância entre a eloquência e o ridículo é menor do que se imagina.
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Como bem ironizado pelo observador atento, as pombas de antigamente — aquelas que respeitavam as leis da natureza — carregavam o ramo no bico. Mas, na política contemporânea, a coisa mudou tanto que até a anatomia animal foi forçada a se adaptar ao vocabulário rasteiro dos palanques.
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O episódio seria apenas uma gafe irrelevante se não fosse o reflexo exato do desleixo com que muitos tratam a própria história, os símbolos e a cultura da cidade que deveriam representar.
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Essa "mutação biológica" involuntária expõe uma verdade incômoda: a falta de liturgia, de preparo e de leitura básica de quem assume o microfone para legislar.
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Quando um parlamentar troca o "bico" pela "boca" ao falar de um símbolo oficial, ele escancara que seus discursos são baseados em frases de efeito vazias, repetidas no piloto automático, sem o menor cuidado ou profundidade. É a oratória do improviso estéril, onde o importante é fazer barulho, mesmo que para isso seja necessário inventar uma ave com dentes e lábios.
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Se a pomba da paz agora tem boca, talvez seja para tentar engolir o cansaço do cidadão, que assiste perplexo a sessões legislativas transformadas em comédia pastelão.
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Enquanto os problemas reais da cidade exigem cabeças pensantes e propostas sérias, o legislativo local vai se eternizando pelas gafes grotescas, provando que, de fato, a coisa mudou — e, infelizmente, para muito pior.
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O cinismo eleitoral atinge sua potência máxima quando aqueles que criam as leis — ou deveriam fiscalizá-las — sofrem de uma súbita amnésia visual ao olhar para as próprias campanhas.
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O presidente da Câmara de Ibiporã, vereador Rafael Eik Ferreira, agora alçando voos mais altos em busca de uma cadeira de Deputado Estadual na Assembleia Legislativa do Paraná, protagonizou mais um espetáculo de pura hipocrisia pública.
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Com a gravidade de um paladino da ordem urbana, o parlamentar cobrou das autoridades uma fiscalização rigorosa e medidas de contenção contra o excesso de windbanners espalhados pelas ruas e rotatórias da cidade.
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O apelo seria legítimo e louvável, não fosse por um detalhe tragicômico: a maior fatia dessa poluição visual que entope os canteiros locais traz o rosto e o número do próprio reclamante.
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Ver o candidato exigir providências contra o "mar de bandeiras" enquanto seu próprio staff opera como uma usina de poluição visual nas esquinas de Ibiporã é o retrato cuspido do "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
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A cidade, sitiada por armações plásticas e panos tremeluzentes que atrapalham motoristas e pedestres, assiste a um candidato que clama por ordem na tribuna, mas promove o caos estético no asfalto. É a fiscalização terceirizada: o rigor da lei deve cair sobre os adversários; para a estrutura do presidente, reserva-se a conveniência do canteiro público.
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Essa contradição ambulante — ou melhor, tremulante — expõe o desespero de quem busca uma vaga no legislativo estadual custe o que custar, inclusive a coerência mais básica.
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Ao apontar o dedo para os windbanners alheios com uma mão, enquanto a outra assina a ordem de distribuição de mais centenas de propagandas suas, o vereador subestima a inteligência do eleitorado.
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Se o postulante a deputado não consegue coordenar a limpeza e o bom senso nem dentro do próprio comitê de campanha, como pretende legislar e fiscalizar os interesses de todo o estado?
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Ironicamente, a caça aos votos transformou as rotatórias de Ibiporã em monumentos à cara de pau política. Entre discursos inflamados por ordem urbana e ruas entulhadas de publicidade própria, o candidato deixa claro que sua única preocupação real com os windbanners é garantir que os seus tapem a visão dos concorrentes.
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Para o cidadão que tenta desviar dos obstáculos nas calçadas, resta o incômodo de constatar que a campanha para a Assembleia Legislativa  começou da pior forma possível: com o lixo da incoerência decorando a cidade.
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A falta de memória na política costuma ser proporcional ao tamanho da ambição, mas poucas vezes se viu um espetáculo tão flagrante de ingratidão e oportunismo quanto o protagonizado por Rafael Eik Ferreira.
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Ao tentar faturar politicamente em cima de uma verba carimbada — viabilizada por lideranças do alto escalão do MDB —, o presidente da Câmara e candidato achou de bom tom dirigir-se à sigla com a indelicada e infeliz indagação: "Quem é o pai da criança?".
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A manobra para roubar a paternidade dos recursos não foi apenas um erro de cálculo heráldico; foi um ato de amnésia histórica que beira o parricídio político.
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Ao desdenhar publicamente do MDB, o parlamentar parece ter esquecido o próprio sobrenome e a mesa onde jantou a vida inteira. Afinal, foi justamente sob as asas e a legenda desse partido que seu próprio pai construiu carreira, elegendo-se prefeito e deputado.
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O jovem político cresceu sustentado pelo prestígio e pelas benesses que a máquina partidária garantiu à sua família por décadas. Atacar a sigla que pavimentou o caminho de sua linhagem é o exemplo clássico e vergonhoso de quem cospe no prato em que comeu, limpando a boca na toalha da soberba eleitoral.
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Para piorar o enredo de conveniências, a mesma língua que desmerece o partido correu para exaltar o nome de um deputado aliado. A justificativa oculta por trás do elogio, contudo, é de um fisiologismo que corrói a moralidade pública: trata-se do padrinho político que garantiu, por anos a fio, um emprego com salário de marajá para o irmão do vereador. 
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Na engrenagem do poder local, a conta é simples: o emprego nabutesco é pago com dinheiro público em troca de apoio político irrestrito na base municipal.  A indignidade atinge o ápice quando o cenário muda e as alianças são testadas na prática.
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Enquanto se beneficiava das sombras protetoras, tudo eram flores. Mas bastou o prefeito se afastar ou as conveniências eleitorais mudarem para que o aliado de primeira hora virasse as costas e tirasse o time de campo na hora de contribuir.
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O episódio expõe as entranhas de uma política puramente mercantilista, onde a lealdade dura apenas até o próximo contracheque ou até a próxima janela de conveniência. Uma vergonha que Ibiporã assiste de camarote, anotando o nome de quem confunde gratidão com transação comercial.
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O canibalismo político na base aliada de Ibiporã ganhou contornos de pura mesquinharia. Nem mesmo Rafael da Farmácia, um vereador historicamente alinhado à base de apoio do pai do atual presidente da Câmara, escapou do fogo amigo.
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O estopim da discórdia foi um tema tão nobre quanto vital para a periferia: as hortas comunitárias. Ao defender com simplicidade um projeto de sua autoria e relembrar, de forma legítima, que havia plantado essa semente anos atrás, Rafael da Farmácia acabou cometendo o maior "crime" que um político vaidoso pode testemunhar: ele ofuscou a imagem de quem exige o monopólio dos holofotes.
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A reação agressiva e as duras críticas desferidas contra o projeto revelam um incômodo puramente egoísta. Diante da postura humilde e do trabalho de formiga de Rafael da Farmácia — que fala a língua do povo e apresenta resultados tangíveis —, a empáfia do pretenso herdeiro político racha.
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É o desespero do parlamentar que precisa desmerecer o passado e o suor dos outros para tentar parecer o único realizador da cidade. Ao tentar apagar o pioneirismo de um colega veterano, o jovem candidato não demonstra força, mas sim a fragilidade de quem não suporta dividir o palanque.
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Atacar um aliado com essa falta de tato, simplesmente porque a história e a dedicação dele ressaltam a falta de capilaridade real do outro, é um tiro no pé estratégico.
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Enquanto Rafael da Farmácia brilha justamente pela simplicidade de quem põe a mão na terra ao lado da comunidade, o presidente da Câmara se isola em sua bolha de discursos arrogantes e cobranças de protocolo.
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O episódio deixa claro que, para o grupo que hoje comanda o legislativo, o bem-estar social das hortas comunitárias vale muito menos do que o tamanho da foto do padrinho político na colheita. É o fim da picada...
 
 
 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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