A Festa daquela linda noite teve tanto encanto, tanto significado!... Tanta simpatia e tanta alegria para presentear a nossa amada cidade de Ibiporã, a nossa amada gente.
Aquela solenidade ansiosamente esperada e... naquela precisa hora uma realidade dando o caráter de data memorável que permanece entre as melhores recordações abrigadas nos jardins de nossa alma.
A nossa alegria bem poucas vezes terá igualado o daquele momento em que congratulamo-nos com a nossa gente ibiporaense. E o nosso falar poético só pode ser algo assim tão verdadeiro exalado do mais profundo de nossa alma, musicado de palavras que ao saírem dos lábios tomam a forma de flores, porque é preciso que cantemos cada vez mais as belezas da vida. E agradeçamos sempre o tudo de lindo e bom que Deus nos Dá!
Aquela Festa foi motivo de alegria e mais que tudo a concretização do nosso mais belo sonho feito realidade!... Continuamos com tenacidade e fervor nas exalações do nosso dom poético, e um dia, talvez lá bem distante ou breve nas noites estreladas de nossa velhice, possamos olhar para trás e vermos na memória do passado, aquela linda noite de cinco de novembro de 1978 que está gravada em nosso coração por haver o *Lançamento e Noite de Autógrafos* de nosso primeiro livro *Sussurros e exalações* - poemas constar na programação do *Trigésimo Primeiro Aniversário de Ibiporã* e sermos presenteada com Cartão de Prata recebendo das mãos do prefeito daquela época Dr. Francisco /Chiquito/ Deliberador. No Cartão de Prata está gravado: “Aninha Caligiuri, esta terra orgulha-se em tê-la como filha. Noite de Lançamento do livro “Sussurros e Exalações”. Ibiporã, 5/11/1978. Prefeitura Municipal.
E fazemos questão de nessa tela poética ilustrarmos destacando sua imagem reverenciando a sua memória. E lembramo-nos com carinho daquelas figuras maravilhosas que lá comungavam conosco porque havia o engrandecimento da vida que em todos os ciclos passa rapidamente, porém ensina-nos à amarmos e vivermos!
Contemplamos com intensas emoções aquele chão amparando-nos, acolhendo-nos, o céu cobrindo-nos e agradecemos a Deus ppor aquela feliz benção de nos encontrarmos reunidos naqueles momentos importantes. Sim, porque as marcas de nossa vida lá naquele chão ibiporaense, são muito fortes.
Lembramo-nos que em nossa infância, lá na casa de nossos pais em frente ao Cine Radar (extinto), na bela Avenida Santos Dumont, o quintal foi testemunha muitas vezes de nosso falar às Estrelas. Sim, falávamos, indagávamos às Estrelas ... por que estamos aqui na face terrestre?! Por que temos saudades de *vocês* nossas Estrelas?!... Por que *vocês* são tão importantes para nosso dom poético?!...
Pedíamos à *vocês* nossas queridas Estrelas, naqueles dias daqueles anos de 1951, 1952, 1953 e 1954 que exalassem paz na face terrestre. Pedíamos à *vocês* que não deixassem as lágrimas choverem dos nossos olhos, mas apesar daqueles pedidos, chorávamos, e somente *vocês* nossas Estrelas conseguiam suavizar e acalmar nosso espírito.
Lembramo-nos também que quando chovia as plantas e flores do jardim ficavam encharcadas. E naquelas cristalinas poças colocávamos barquinhos de papel, que iam deslizando ora ao ritmo dos ventos fortes, ora ao ritmo das brisas suaves. E aqueles cenários encantadores e comovedores eram assistidos lindamente pelo céu de Ibiporã.

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