E sim... fluíram cintilantes no crepúsculo luminoso.
No abranger harmonioso da maturidade nascente.
Oh meus verdes anos de outrora quão longe vão!...
Onde estão os cruciantes momentos de dores,
de sofrimentos?
Parecendo dissipados na poeira extinta.
Como lembrar dando forma real
àquelas lágrimas?
Porque parece sonho... Será que chorei mesmo?
Será que sofri?...
Por que adormeceu o meu espírito nas suavidades?
As suavidades da madureza interna.
Em vão quero juntar as porções de dores, de lágrimas...
Mas fogem-me como se não fossem minhas conhecidas.
Como esquecer que elas choveram em meus verdes anos?
Meu viajar pela face terrestre sendo no agora
altamente consciente,
e bem forte sentindo que devo marcar minha passagem
cinzelando com vigores nas Telas da Vida,
almejando lapidar o espírito na grande trajetória
vislumbrando para alcançar perfeição
com olhos voltados para os Vergéis das Claridades!

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