Escuto as Vozes revigorando meu *eu* profundo.
Na escalada do monte alvorescente
Cintila o desabrochar do porvir risonho.
Enfileirados estão os florescentes ramos luzindo
e entortados pelos ventos que sopram para as Imensidades.
Há barulhos, estrondos de vãos simulacros
em aparentes rumores para as estações que se transformam.
Escuto o repicar das Vozes sussurradas pelas brumas
que desmaiam ameníssimas nos trovoares das partículas multicores...
Dos astros rebordados de luzes no frescor da noite imensa
entregarem-se nos sopros conduzindo ao cume,
ao mais alto perceber do Etéreo,
nos faiscantes rumos pelo Clareado de Prata!
Sinto os sopros gélidos que conduzem as brisas cheias de perfume inebriante,
dedilhando nas floragens rebuscadas de sóis.
Vencendo a caminhada, escorregando nos escombros,
renascendo nas exalações, impregnando no esvoaçar,
encontrando-se nas sondagens.
Buscando a estrada infinitesimal do tempo.
Florescendo na candura, resvalando no ameno, assoprando o macio, flutuando no divino.
Incorporando no enevoado, captando nos céus a refrescante alvura.
Conduzindo o dulcíssimo emanar pelas rochas rosadas
iluminando o anoitecer venturoso,
e na contemplação dos brilhantes rumos...
Abrigando as sinfonias, tremulando como as borboletas.
Beijando as flores molhadas pelas gotas de chuvas,
que cobrem com os seus tapetes respingados de luzes.
Os ramos luzentes reverdecem de frescura contendo
no seu âmago o cordão augusto e luminoso,
da grandiosa busca até a mais alta perfeição nas estradas que ainda chegarão na noite eterna dos tempos...
Buscando nas sondagens mais íntimas as respostas,
para o seguimento de toda essa vida ameníssima
matizando com pinceladas douradas
a tela suprema da grande chegada!...
Dormindo para sempre nessas Brumas Azuis e Suavíssimas.

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