A saúde pública de Ibiporã enfrenta um cenário alarmante de negligência estrutural. Enquanto recursos e emendas parlamentares fluem para a execução de obras visíveis — como a execução de um novo lago e a construção de um planetário —, cidadãos vulneráveis definham em leitos domiciliares à espera de atendimento fisioterapêutico básico.
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A crise ganhou contornos oficiais na última sessão da Câmara Municipal de Ibiporã, quando o vereador Hugo Furrier (MDB) apresentou um requerimento contundente cobrando explicações urgentes do Poder Executivo. O parlamentar expôs a realidade de moradores de bairros como o San Rafael, citando o caso dramático de uma senhora que sofreu três Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e permanece desamparada, correndo o risco de perder de forma irreversível suas funções motoras por falta de acompanhamento profissional.
O que se vê, e a Inversão de Prioridades da Gestão Municipal. O cerne da crítica direcionada ao prefeito José Maria Ferreira reside na flagrante desconexão entre os investimentos em infraestrutura estética e o financiamento de serviços essenciais de sobrevivência e reabilitação.
Pacientes pós-cirúrgicos e vítimas de traumas graves dependem integralmente da fisioterapia para retornar ao mercado de trabalho e reaver a autonomia física. A escassez crônica de profissionais na rede pública força famílias sem recursos financeiros a recorrerem a situação humilhante de pedir vaquinhas virtuais na internet para custear sessões particulares.
A administração municipal esquiva-se de adotar medidas administrativas ágeis, como o credenciamento emergencial de empresas terceirizadas, perpetuando filas de espera sufocantes. Obras de lazer recebem atenção prioritária contínua, enquanto o quadro de servidores da saúde sofre com desfalques, afastamentos não repostos e demandas reprimidas.
Por outro lado, a Constituição Federal e o SUS garantem o direito universal à saúde. A falta de continuidade em tratamentos de reabilitação (como pós-AVC e pós-cirúrgicos) gera judicialização da saúde e aumenta os custos públicos a longo prazo com invalidez e assistência social. A administração deve mais que uma resposta ao vereador! Deve a toda a sociedade!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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