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Sabado, 09 de Maio de 2026
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Ibiporã da mídia tecnológica e a realidade sucateada desta administração

Até quando o contribuinte assistirá o espetáculo digital enquanto serviços básicos pedem socorro?

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Ibiporã da mídia tecnológica e a realidade sucateada desta administração
📸Folha Portal/Arquivo
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   O uso do marketing digital na página oficial do prefeito José Maria Ferreira (PSD) no Instagram deveria respeitar os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade. A veiculação de conteúdos com alta tecnologia gráfica para celebrar obras de longa duração contrasta drasticamente com demandas urgentes e cotidianas da população na periferia e em serviços essenciais de saúde e educação.  

   A chamada, televisão de baba-ovos (porque quem se derrete puxando saco, são sempre os mesmos, servidores agraciados com cargos de confiança ou os melhores remunerados), não tem outro objetivo senão enaltecer o gestor público que não faz mais que sua obrigação. Aliás, é muito bem pago para isso, o que contrasta com o que é apontado pelo Ministério Público do Paraná e pelo Gaeco, como mau utilizador dos recursos públicos, improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

A Realidade Sucateada
   A recente exibição de um vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA) mostrando um helicóptero virtual retirando um lençol do prédio da prefeitura expõe uma inversão profunda de prioridades na aplicação do dinheiro público.
    O custo milionário de mais de R$ 11 milhões de reais em uma reforma que se arrastou por mais de três anos para “maquiar” o centro administrativo, é um contraste de números ante a realidade. A pirotecnia digital serve à promoção pessoal do chefe do Executivo, camuflando o atraso crônico das entregas.

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   Enquanto o prédio central ganha contornos de luxo virtual, além de uma “fachada faraônica” que custou a bagatela de R$ 600 mil reais apenas na entrada do prédio, e mais R$ 100 mil reais numa caixa de fósforo que o arquiteto mór, chama de guarita, estruturas físicas vitais — como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — sofrem com deterioração material e falta de infraestrutura.

 O Histórico de Desrespeito à Impessoalidade
   A prática de utilizar a máquina pública para inflar a imagem de governantes fere diretamente o Artigo 37 da Constituição Federal, que proíbe expressamente o uso de nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal em obras e serviços públicos.
    O Instagram do prefeito é o atual cenário que repete erros do passado. O prefeito José Maria Ferreira carrega em seu histórico condenação por ato de improbidade administrativa, justamente pelo uso de verbas do erário para confeccionar publicações destinadas a enaltecer sua própria gestão. 
   O retorno, para não dizer a manutenção dessa prática, agora é repaginada com inteligência artificial e redes sociais tomadas por bajuladores. Isto demonstra que a cultura da autopromoção continua enraizada, ignorando as punições judiciais anteriores. É o abuso instituído acima da Lei.

O Cenário das Obras Paralisadas
   Enquanto o palácio municipal recebe atenção privilegiada, os setores que atendem diretamente as famílias mais vulneráveis operam em marcha lenta ou completo abandono.

UPA Sucateada: Prédios de atendimento emergencial enfrentam infiltrações, falta de insumos e estruturas físicas danificadas.

Educação em Marcha Lenta: Escolas e creches aguardam reformas estruturais há anos, comprometendo o ano letivo e a segurança das crianças.

Falta de Transparência: Recursos que deveriam custear equipes médicas e insumos básicos são desviados indiretamente para assessorias de comunicação focadas em blindagem digital.
O cidadão não se alimenta de pixels nem recebe atendimento médico em prédios virtuais. A verdadeira eficiência de uma gestão não é medida pelo engajamento de redes sociais higienizadas, mas pela qualidade do atendimento na saúde, pelo funcionamento das escolas e pelo respeito ao dinheiro de quem paga impostos.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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