website page view counter

Folha Regional Online

Sexta-feira, 08 de Maio de 2026
laboratório
laboratório

Ibiporã Tem Memória

O Pincel que Moldou uma Cidade: A Trajetória de Célio Semprebon em Ibiporã

Célio Semprebon é mais que um artista; é um patrimônio vivo da identidade cultural ibiporaense.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
O Pincel que Moldou uma Cidade: A Trajetória de Célio Semprebon em Ibiporã
📸Reprodução/SMC/Ibiporã/PMI
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
    Ibiporã testemunha diariamente a marca indelével de um de seus maiores patrimônios vivos. Nascido em 4 de janeiro de 1954, o artista plástico Célio Semprebon consolidou-se como figura central na história cultural do município. Sua trajetória de mais de cinco décadas funde-se com o próprio desenvolvimento artístico da cidade.
 
   O talento descoberto na infância e incentivado pelos pais transformou-se em vocação profissional aos 16 anos. Foi nessa idade que Semprebon ingressou como aluno na Casa de Artes e Ofícios Paulo VI, cenário onde o mestre se encontrou.
   O domínio técnico precoce fez com que o jovem rapidamente passasse de estudante a instrutor. Em pouco tempo assumiu integralmente a regência das turmas de desenho e moldou gerações de novos talentos locais. Tornou-se reconhecidamente referência como pilar no ensino artístico local.
Publicidade

Leia Também:

 
Idealizador da maior Festa Junina da região   
   A atuação do artista plástico sempre extrapolou as salas de aula. Em 1977, Semprebon idealizou a primeira festa junina de rua de Ibiporã, realizada na Praça Pio XII. Naquela época não se faziam contratações milionárias para atrações, pois o professor prezava pela oportunidade para jovens talentos e artistas da região, valorizando o patrimônio cultural regional.
 
   Sua importante contribuição nas atrações locais que subiam ao palco, hoje não existe mais. A atração é importada a peso de ouro e o talento local sepultado pela visão globalizada e o marketing político para o gestor municipal.
 
    Visionário, o evento transformou o calendário festivo municipal e rendeu ao criador homenagens da Secretaria de Cultura. Hoje, o artista lamenta que os shows milionários pagos com dinheiro público e sem licitação, sufocam a oportunidade aos artistas locais por decorrência da busca por retorno político e turístico imediato.
 
   Para Sembrebon, o espaço público embora tenha sua identidade primogênita alterada com o tempo, a manutenção de Museu de Esculturas ao Ar Livre, onde o pintor revitalizou monumentos com tons vibrantes de azul e vermelho ainda permanecem. Fruto que certamente inspirou o o mega empresário e colecionador de artes Orandi Momesso a criar em Ibiporã, o maior parque temático "Geminiano Momesso" no município. Será o maior museu de artes ao ar livre da América do Sul.   A iniciativa pioneira de Semprebon revitalizou o espaço público, garantindo que a arte não ficasse restrita a galerias, mas pertencesse ao povo.
 
   Reconhecido pela versatilidade, o artista Célio Semprebom transitou com sucesso pela pintura em resina acrílica e pela produção de cerâmica. Esta última vertente garantiu não apenas prêmios estaduais, mas também o sustento que viabilizou suas conquistas pessoais. Hoje, Semprebon conecta o passado ao futuro ao explorar a arte digital. A exposição "Magia das Cores", realizada no Cine Teatro Padre José Zanelli, demonstrou essa evolução ao fundir Pop Art e abstracionismo.
 
   Sua atuação foi decisiva para consolidar a Casa de Artes e Ofícios Paulo VI como o coração cultural da cidade e colaborador ativo da Secretaria de Cultura. Ainda hoje, Célio Semprebon permanece em plena atividade. O mestre continua a orientar a produção contemporânea e a garantir que a identidade cultural de Ibiporã permaneça pulsante. Seu legado definitivo está gravado nas praças, nas telas e na memória coletiva da cidade. 
 
   A contribuição de Semprebon extrapolou. Com a versatilidade de um camaleão artístico, o artista nunca se prendeu a um único suporte. Sua jornada é marcada pela experimentação, como com resina acrílica que lhe rendeu prêmios importantes em salões de artes do Paraná. A técnica
desenvolvida sobre cerâmicas, era dominada com maestria a ponto de tornar-se sua base de estabilidade pessoal e profissional.

Aos 70 anos, Célio Semprebon permanece ativo. Sua atuação na Secretaria de Cultura e o apoio contínuo a novos talentos locais reforçam seu papel como mentor. Para Ibiporã, Célio não é apenas um pintor de telas; é o artista que ajudou a colorir a história da cidade.
 
Pororóca
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )