O vereador Hugo Furrier (MDB) vem fechando o cerco institucional contra a prefeitura por meio de ferramentas oficiais de fiscalização na Câmara Municipal de Ibiporã. O parlamentar utiliza Requerimentos de Informação Oficiais para expor o impacto financeiro da terceirização desenfreada e exigir auditoria em contratos suspeitos, visando estancar o desperdício de receita que deveria proteger o fundo previdenciário e os serviços essenciais do município.
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Previdência sufocada: Hugo Furrier alerta para o colapso das aposentadorias em Ibiporã devido à farra da terceirização para expor as consequências fiscais ocultas da terceirização desenfreada promovida pela prefeitura. Em denúncia contundente divulgada pela Folha Portal, o parlamentar alertou que a substituição sistemática de concursos públicos por contratos com empresas prestadoras de serviço está estrangulando o regime próprio de previdência municipal e colocando em risco o futuro financeiro de todos os servidores de carreira.
O mecanismo do rombo previdenciário
- Substituição destrutiva: Ao trocar servidores concursados (estatutários) por funcionários terceirizados, o município interrompe o fluxo de arrecadação para o caixa previdenciário local.
- Desvio de recursos: Os encargos e contribuições dos trabalhadores terceirizados são recolhidos para o INSS (Governo Federal), esvaziando a previdência do município.
- Inviabilidade do sistema: Sem o ingresso de novas contribuições de servidores ativos, o regime municipal perde sustentabilidade matemática e atuarial a médio e longo prazo.
- Ameaça de cortes: O vereador alertou que a omissão do Executivo vai forçar a administração a "mexer na aposentadoria do servidor" no futuro, seja aumentando as alíquotas de desconto ou revendo benefícios para cobrir o buraco financeiro.
DETALHES CONTRATUAIS E A FARRA COM O DINHEIRO PÚBLICO
- Contratos milionários sem auditoria: Enquanto a base previdenciária míngua, a prefeitura expande aditivos e contratos de prestação de serviços na saúde e infraestrutura.
- Responsabilidade subsidiária: A falta de fiscais atuantes para monitorar as empresas terceirizadas abre brecha para que Ibiporã seja condenada judicialmente a pagar as dívidas trabalhistas de terceiros com o dinheiro do contribuinte.
- Processos e aditivos contínuos: O Diário Oficial expõe o volume dessas movimentações contratuais, a exemplo do Processo Digital nº 14.422/2026 e do Protocolo nº 2.965/2026, que tratam de aquisições e serviços de saúde de forma descentralizada em vez de fortalecer o quadro fixo do município.
- Trabalhadores sonegados: Além do rombo institucional, ex-funcionários dessas prestadoras estão acionando a Justiça do Trabalho por descumprimento de direitos básicos, expondo a negligência da prefeitura na fiscalização.
O CERCO AOS CONTRATOS E À FARRA DAS TERCEIRIZADAS
Fiscalização trabalhista e atuarial: Furrier formalizou denúncias na tribuna exigindo que o Executivo comprove a regularidade fiscal e previdenciária das prestadoras de serviço da saúde. O objetivo é evitar que a prefeitura seja punida judicialmente como responsável subsidiária pelas dívidas de empresas privadas.
Abertura dos gastos com eventos: Confrontando o cenário de que o "prefeito só pensa em festa" enquanto a saúde míngua, o vereador protocolou requerimento exigindo o detalhamento financeiro nominal de todas as contratações artísticas e shows promovidos pela prefeitura, apontando o desvio de prioridades nos gastos públicos.
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- Auditoria técnica independente: Na sessão de agosto de 2026, Hugo Furrier exigiu uma avaliação técnica e independente sobre a qualidade das obras públicas entregues pela administração municipal, sustentando que falhas estruturais e desperdícios asfálticos destroem o caixa do município.
- Raio-X do dinheiro público: Através de requerimentos focados em grandes projetos (como o do Lago dos Tucanos), o parlamentar cobra licenças e estudos ambientais para confrontar os aditivos contratuais que drenam recursos que deveriam ser destinados a concursos públicos e ao fortalecimento do funcionalismo.
- PROXIMOS PASSOS
- Os requerimentos aprovados em plenário impõem prazos legais para que o prefeito envie os balanceTes financeiros e os contratos auditados à Câmara. Caso o Executivo insista em ignorar ou ocultar os relatórios de impacto atuarial da previdência, o parlamentar poderá formalizar uma representação direto ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para forçar uma auditoria fiscal externa nas contas de Ibiporã.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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