O cenário de lazer e convivência que outrora acolhia os cidadãos da terceira idade na Praça Pio XII transformou-se em um retrato vivo do abandono e da omissão do poder público. Após a desocupação da Praça Eugênio Sperandio, a população em situação de rua migrou para o espaço vizinho, trazendo consigo uma realidade de degradação que violenta o direito de ir e vir da comunidade e denigre a imagem de um patrimônio público que deveria ser protegido.
Quem passa pelo local hoje depara-se com um ambiente insalubre e fétido. Bancos e mesas, antes destinados ao descanso e ao convívio social, agora encontram-se sepultados sob montanhas de quinquilharias, lixo acumulado e camas improvisadas.
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A situação escalou a ponto de um fogareiro a lenha ter sido instalado em plena praça pública. A infraestrutura do local também pede socorro: a porta do banheiro foi arrebentada para garantir livre acesso a banhos e sanitários de forma totalmente desordenada e sem qualquer higiene.

Mais do que a deterioração visual e sanitária, a inércia da Prefeitura gera insegurança real. Moradores e pedestres relatam que estão evitando transitar pela praça devido às constantes e intimidadoras abordagens para pedidos de esmolas — muitas vezes destinadas abertamente ao consumo de drogas.
A praça agoniza sob os olhos complacentes da administração municipal. A falta de uma ação imediata, integrada e eficaz da prefeitura — que combine a assistência social necessária à população vulnerável com a zeladoria urbana e a segurança pública — deixa a comunidade desamparada. Ignorar o problema não o resolve, apenas o transfere de endereço e condena os espaços públicos da cidade à ruína. A população exige e merece uma resposta urgente.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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