website page view counter

Folha Regional Online

Domingo, 30 de Agosto de 2026
laboratório
laboratório

Local

Vereador Hugo Furrier (MDB), alerta município pela falta de fiscalização nos contratos com empresas terceirizadas

Ex-servidores destas empresas estão buscando direitos na Justiça o que pode acarretar em responsabilidade aos gestores de contrato

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Vereador Hugo Furrier (MDB), alerta município pela falta de fiscalização nos contratos com empresas terceirizadas
📸Arquivo/Folha
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

    A explosão de contratos de terceirização em Ibiporã acendeu um sinal de alerta na Câmara Municipal após denúncias graves de ex-funcionários contra prestadoras de serviços públicos. Durante pronunciamento no plenário, o vereador Hugo Furrier (MDB) denunciou a falta de direitos básicos, demissões retaliatórias e a negligência do município na fiscalização dos contratos, alertando para um colapso financeiro futuro que pode comprometer a aposentadoria dos servidores públicos municipais.

O Alerta na Tribuna: Direitos sonegados e demissões

   Trabalhadores terceirizados que prestavam serviços à administração pública estão acionando a Justiça do Trabalho devido ao descumprimento de cláusulas contratuais essenciais, como o não pagamento de vale-refeição e do adicional de periculosidade. Conforme o relato levado por Furrier ao plenário, os funcionários que questionam as irregularidades enfrentam a demissão sumária como retaliação.

Publicidade

Leia Também:

   O parlamentar enfatizou que a ausência de agentes fiscais atuantes nos contratos abre brechas para que a Prefeitura de Ibiporã seja responsabilizada subsidiariamente pelas dívidas trabalhistas geradas pelas empresas contratadas.

O Impacto Previdenciário: A ameaça à aposentadoria do servidor

   O ponto mais crítico levantado pelo vereador Hugo Furrier atinge diretamente a saúde financeira do regime próprio de previdência municipal.      Ao substituir a realização de concursos públicos por uma malha de contratos terceirizados, o município deixa de arrecadar contribuições previdenciárias de servidores estatutários ativos.

   Sem novos concursados ingressando no sistema, o caixa previdenciário perde sustentabilidade a médio e longo prazo. O vereador alertou que, no futuro, a administração municipal poderá ser forçada a “mexer na aposentadoria do servidor” — seja aumentando alíquotas ou revendo benefícios — para cobrir o rombo deixado pela falta de servidores efetivos contribuindo para o fundo local.

Crise de Prioridades: O contraste entre “Pão e Circo” e o básico

  A crítica na Câmara também mirou as prioridades orçamentárias da gestão municipal. Furrier e demais parlamentares demonstraram insatisfação com o volume de requerimentos necessários para cobrar ações básicas do Executivo, o que sinaliza uma falha crônica na máquina pública.   Enquanto a população enfrenta carências em setores vitais como saúde e moradia, investimentos de grande porte em obras estéticas — a exemplo do novo portal da cidade, orçado em R$ 2 milhões de reais — são classificados pelo legislador como uma política de “pão e circo”, que privilegia a aparência em detrimento do bem-estar social básico.

Os Perigos do Excesso de Terceirizações para o Futuro de Ibiporã

    A substituição massiva de concursos públicos por contratos de terceirização de obras e serviços gera riscos profundos para a governabilidade e as finanças de Ibiporã.  Ao ser processado conjuntamente com as empresas negligentes, o município pode ser obrigado a arcar com indenizações milionárias, retirando verbas que deveriam ir para pastas prioritárias.

Perda de Memória Técnica e Descontinuidade:  Servidores terceirizados possuem alta rotatividade. A falta de funcionários efetivos impede a criação de um corpo técnico permanente que domine o histórico da cidade.

Fragilização do Serviço Público: Setores estratégicos operados por terceiros ficam vulneráveis à saúde financeira de empresas privadas. Se a empresa quebra ou abandona o contrato, o serviço essencial para a população é interrompido abruptamente.

Inviabilidade do Fundo Previdenciário: Sem a oxigenação de novos servidores concursados, a pirâmide previdenciária de Ibiporã colapsará, prejudicando quem passou a vida toda contribuindo para o município.

   A jurisprudência atual sobre a responsabilidade subsidiária de municípios na terceirização de serviços é rigorosa e foi amplamente pacificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A regra geral no ordenamento brasileiro é que o município não responde automaticamente pelas dívidas trabalhistas da empresa terceirizada. No entanto, a blindagem do poder público cai se ficar cabalmente demonstrada a sua omissão em fiscalizar o contrato.

   Se a Prefeitura sabia das irregularidades (como o não pagamento de vale-refeição ou adicional de periculosidade) e não aplicou sanções, reteve pagamentos ou rescindiu o contrato, restará configurada a conduta culposa.
   Alinhado ao STF, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aplica a Súmula nº 331, item V. A súmula dita que os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente nas mesmas condições: caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei de Licitações, especialmente na fiscalização do contrato.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )