Com vistas a garantir a capacitação específica de professores e docentes para lidar com as necessidades educacionais especiais para atender alunos com deficiência e promover a inclusão dos mesmos em sala de aula, o vereador Diego Barbosa da Fonseca, (Dieguinho da Furgões-PSD) está propondo ao Executivo Municipal que seja promovida, por meio da Escola de Governo, um programa específico voltado a essa necessidade.
O vereador destaca especialmente aos docentes que atendem alunos regularmente matriculados nos programas da Fundação Cultural, que são atendidos por equipes pedagógicas e operacionais das empresas terceirizadas contratadas para atuar junto a essa Fundação. O projeto de lei busca capacitar professores, oferecer cursos e treinamentos para que os educadores possam adaptar suas metodologias de ensino e criar um ambiente escolar mais inclusivo garantindo que os alunos com deficiência tenham acesso a uma educação de qualidade, com atividades adaptadas e acompanhamento adequado.
Atender às necessidades específicas
A capacitação, segundo a indicação do vereador, deve abordar as particularidades de cada tipo de deficiência, como intelectual, física, visual, auditiva ou transtornos do espectro autista. Dieguinho ressalta a importância da formação continuada dos professores para que eles se sintam mais seguros e preparados para lidar com a diversidade em sala de aula. A proposta também visa garantir que os alunos com deficiência tenham seus direitos assegurados e possam desenvolver todo o seu potencial.
Justificativa
A presente proposição visa colaborar com o fortalecimento de uma política pública cultural cada vez mais inclusiva, acessível e sensível às necessidades da diversidade humana. “O Município de Ibiporã é reconhecido por sua valorização da arte, da educação e da cultura como instrumentos de transformação social e é nesse contexto que propomos um aperfeiçoamento técnico-pedagógico no que diz respeito ao atendimento de alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento e outras condições específicas de aprendizagem”, observa o legislador.
Neste cenário, conclui que torna-se essencial que professores da empresa terceirizada responsável pela execução das oficinas, bem como coordenadores e servidores vinculados à Secretaria de Cultura, sejam capacitados quanto às abordagens inclusivas, metodologias adaptadas, estratégias de acolhimento, comunicação alternativa, respeito às limitações sensoriais e motores, e dinâmicas que valorizem a participação ativa dos alunos com deficiência
NOTA DA REDAÇÃO:
No Brasil, a capacitação de docentes para pessoas com deficiência, no ensino de artes foi fundamentada a partir do Movimento Escolinhas de Arte, já em 1948, no Rio de Janeiro. Trata-se de marco na implementação da educação especial onde a arte é utilizada como ferramenta importante para a inclusão de alunos com necessidades especiais em sala de aula e fora dela.
A Arte na Educação Especial teve iniciativa no Brasil, a partir das ideias da educadora russa Helena Antipoff e do Movimento Escolinha de Arte que incluía, no ensino da arte, as pessoas com necessidades educativas especiais. Nessa concepção, e por influência de Antipoff, é que foi introduzido o ensino de arte na Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais novas ações foram geradas em diversas instituições, como as APAes e, a partir da prática, foram sistematizando o sistema de ensino artístico da época, para pessoas com deficiência mental.

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