O mistério em torno do pedido de exoneração de uma servidora concursada da Secretaria Municipal de Saúde de Ibiporã foi esclarecido. A profissional decidiu deixar o serviço público para usufruir de sua aposentadoria, conquistada por meio da soma de seu tempo de contribuição na iniciativa privada.
Segundo informações obtidas junto a uma fonte de bastidores, a servidora também vinha enfrentando problemas de saúde e está sob tratamento médico.
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Diante do quadro clínico e da análise das opções financeiras entre o recebimento dos proventos pelo Regime Geral de Previdência e as regras do instituto municipal (Ibiprev), ela concluiu que a permanência na função pública não apresentava vantagem financeira.
A servidora optou por se desligar da administração pública para priorizar o descanso e os cuidados com o seu bem-estar. Em sua trajetória no município, a profissional acumulou um histórico marcado pela dedicação ao atendimento dos cidadãos, conquistando o respeito e a amizade dos colegas de trabalho e da comunidade local.
O caso havia repercutido recentemente no município após o jornal Folha Portal levantar questionamentos sobre os motivos da saída de servidores do setor regulamentar o que motivou debates sobre a gestão da pasta, que enfrenta críticas devido a mudanças estruturais no quadro de funcionários.
Remanejamentos desastrosos e substituições nas equipes das Unidades Básicas de Saúde, como nas unidades dos jardins Pérola e San Rafael, têm gerado além do descontentamento de servidores, longas esperas e insatisfação na comunidade.
Porque eventos relacionados à saúde são questionados?
O motivo exato pelo qual o prefeito José Maria Ferreira mantém e "blinda" a atual direção da Saúde, apesar dos constantes protestos da população e das cobranças formais na Câmara Municipal, permanece sem uma justificativa oficial clara por parte do Poder Executivo.
Críticos e vereadores da oposição apontam que as razões por trás da permanência da chefia da pasta giram em torno de três fatores principais relatados em coberturas locais:
- Blindagem Política: Publicações da imprensa local, apontam que existe uma política deliberada de proteção à chefia da pasta por parte do prefeito. Mesmo diante do estouro do teto de gastos e do racionamento na compra de medicamentos, a gestão optou por segurar os cargos diretivos.
- Apagão de Transparência: Na Câmara Municipal de Ibiporã, parlamentares denunciam que pedidos de informação e requerimentos enviados ao gabinete do prefeito sobre os critérios de gestão da saúde enfrentam descumprimentos sistemáticos de prazos. Essa retenção de dados públicos impede que o Legislativo fiscalize com clareza os reais motivos técnicos e políticos para a manutenção da equipe.
- Foco em Medidas Logísticas: A prefeitura tem priorizado a entrega de bens visíveis, como veículos e micro-ônibus para a frota da saúde, de forma a tentar rebater as críticas. No entanto, parlamentares argumentam que essa estratégia tenta camuflar os problemas que são estruturais e humanos — como a falta severa de médicos especialistas (pediatras e ginecologistas) e a desorganização que gera longas filas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Como os canais oficiais da Prefeitura de Ibiporã e o próprio prefeito não detalham os critérios para segurar a liderança da pasta frente ao descontentamento público, a omissão continua sendo o principal alvo de questionamentos e discursos nas sessões plenárias
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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