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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026
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Ibiporã injeta mais R$ 61 mil em barracas de festa enquanto postos de saúde agonizam por falta de insumos

Enquanto a administração municipal não economiza recursos para erguer lonas destinadas às festividades juninas, a população local enfrenta uma realidade desoladora

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Ibiporã injeta mais R$ 61 mil em barracas de festa enquanto postos de saúde agonizam por falta de insumos
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    Em uma demonstração de prioridades severamente invertidas, a Prefeitura Municipal de Ibiporã autorizou um aditivo financeiro expressivo para a locação de estruturas de eventos. O Contrato nº 316/2.025, firmado com a empresa MPL Estruturas para Eventos LTDA (CNPJ/MF: 07.888.592/0001-79), recebeu um acréscimo de 24,18%, o que representa uma injeção extra de R$ 61.179,48 dos cofres públicos. Com o reajuste, o montante total destinado ao aluguel de coberturas e barracas saltou de R$ 252.999,99 para impressionantes R$ 314.179,47.
   
Enquanto a administração municipal não economiza recursos para erguer lonas destinadas às festividades juninas, a população local enfrenta uma realidade desoladora na outra ponta dos serviços essenciais. Moradores relatam com frequência a escassez crônica de insumos básicos em postos de saúde e unidades de atendimento do município. Faltam desde medicamentos de uso contínuo até materiais simples de triagem e curativos, forçando o cidadão a arcar do próprio bolso com tratamentos que deveriam ser garantidos pelo Estado.
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   O aditivo contratual encontra amparo técnico no artigo 124 da Lei Federal nº 14.133/2.023 (Nova Lei de Licitações), mas a legalidade do ato não diminui a imoralidade da escolha política. Gastar mais de R$ 314 mil com estruturas temporárias de entretenimento em meio a uma crise de desabastecimento na saúde pública é um acinte à dignidade do contribuinte de Ibiporã. O espetáculo e as festas parecem ter mais peso no orçamento do que a manutenção da vida e do bem-estar da comunidade.
 
   Os trâmites que envolvem o Processo Administrativo nº 1.117/2.025 e o Processo Digital nº 5.425/2.026 mostram uma burocracia ágil para aditivar valores de festas, mas que opera em ritmo lento para resolver as demandas urgentes dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) local. A comunidade exige explicações e, acima de tudo, uma revisão imediata na balança de prioridades do município.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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