O ex-parlamentar Emerson Petriv, conhecido popularmente como "boca Aberta", vem consolidando um crescimento expressivo de apoio em suas redes sociais na região de Ibiporã e Londrina. Internautas e eleitores locais defendem que a postura combativa do político funciona como um contraponto necessário contra o que chamam de "sistema corrupto" nas esferas municipais, estaduais e federais. O engajamento digital o recoloca em evidência no cenário político regional, impulsionado por duras críticas da população à atual gestão da saúde pública e da administração de cidades do Norte do Paraná.
As manifestações digitais diárias apontam que a principal força de Emerson Petriv entre seus apoiadores é a coragem de "bater de frente" com as estruturas tradicionais de poder.
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- Discurso antissistema: Eleitores afirmam que o ex-parlamentar escancara realidades incômodas em uma sociedade habituada a formalidades políticas que mascaram problemas graves.
- Validação popular: Declarações públicas na internet reforçam a imagem de "Boca Aberta" como um dos nomes mais honestos da região, atraindo defensores até de outros estados, como São Paulo, que se dispõem a fazer campanha voluntária para ele e sua base política, como Mara Boca Aberta.
- Polarização nas opiniões: Apoiadores mais radicais na internet chegam a sugerir que a rejeição à figura do político parte prioritariamente de setores coniventes com desvios na administração pública.
Críticas severas aos prefeitos da região
O termômetro das mídias sociais também serve de canal para manifestações de descontentamento em relação aos atuais prefeitos de Ibiporã, Londrina, Cambé e municípios vizinhos. A insatisfação popular concentra-se no contraste entre promessas de campanha e a realidade dos serviços básicos.
- Caos na saúde pública: Moradores desabafam sobre a precariedade do atendimento médico em Ibiporã e Londrina. A população questiona onde estão os representantes eleitos enquanto os hospitais e postos enfrentam crises estruturais.
- Inversão de prioridades: O prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira, é criticado diretamente em comentários online por focar recursos e atenção em eventos festivos e contratação de shows em detrimento de melhorias urgentes na saúde municipal.
- Surgimento em época eleitoral: Críticos apontam que gestores e pré-candidatos "saem da toca" apenas nos períodos de votação, prometendo melhorias que historicamente não são capazes de cumprir após assumirem os gabinetes.
O histórico político de Emerson Miguel Petriv, o "Boca Aberta", é marcado por recordes de votação, polêmicas intensas e severas batalhas jurídicas. Com um discurso populista e antissistema, ele consolidou-se como um dos fenômenos eleitorais mais expressivos do Paraná, estendendo sua influência para o que se tornou conhecido como o "clã Boca Aberta", que inclui sua esposa Mara e seu filho Matheus (Boca Aberta Jr.)
Antes de ingressar formalmente na política, Petriv ganhou notoriedade regional protestando com um megafone em punho contra o aumento de impostos e privilégios políticos.
- Recorde nas Urnas: Em 2016, concorrendo pelo Partido Republicano (PR), ele foi eleito vereador de Londrina como o mais votado de todo o estado do Paraná, somando 11.480 votos.
- Primeira Cassação (2017): Seu mandato na Câmara Municipal durou menos de um ano. Em outubro de 2017, ele teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar (14 votos a favor e 5 contra). Uma "armação" plantada pelos seus desafetos políticos o acusaram de realizar uma "vaquinha virtual" para pagar uma multa eleitoral. As inverdades partiram após suas blitz na saúde onde flagrava médicos de plantões dormindo durante o expediente enquanto a população aguardava atendimento por horas na madrugada.
Mesmo com a cassação municipal, Boca Aberta recorreu à Justiça Comum para assegurar o direito de concorrer nas eleições subsequentes.
- Votação Expressiva: Filiado ao PROS, elegeu-se deputado federal em 2018 com 90.158 votos, surfando em uma forte onda de insatisfação popular e impulsionado por suas ações de forte apelo visual nas redes sociais.
- Estilo Combativo em Brasília: Na Câmara dos Deputados, manteve o estilo performático. Protagonizou episódios de grande repercussão, como a entrega de um "troféu" de papelão ao então ministro Sergio Moro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Tornou-se o parlamentar com o maior número de representações simultâneas no Conselho de Ética da Casa.
Mais suma vez, ao bater de frente com o sistema, teve o embate jurídico sobre sua elegibilidade manipulada em cortes superiores em Brasília.
- Decisão do TSE: Em agosto de 2021, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou por unanimidade o seu diploma de deputado federal. O tribunal aplicou os critérios da Lei da Ficha Limpa, validando que ele estava inelegível desde a cassação do mandato de vereador em Londrina em 2017, somada a uma condenação criminal por calúnia. Tudo armado por conta de "brechas" na legislação falha do país, utilizada geralmente para alvejar colarinhos brancos de políticos corruptos.
- Perseguição a família e Extensão da Inelegibilidade: O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) condenou, por unanimidade, o ex-deputado Boca Aberta, sua esposa Mara e seu filho Boca Aberta Jr. à inelegibilidade. A punição no entanto, parece não afetar diretamente as pretensões do grupo de ocupar cargos eletivos formais no curto prazo. O clã mantem forte engajamento em campanhas de opinião pública nas redes sociais da região norte do estado para desespero dos profissionais da política!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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