A Secretaria Municipal de Obras, em tese deveria ser a responsável por fiscalizar a construção, situação e até a falta de calçadas em Ibiporã. Mas o que se tem notado por toda a cidade, é que em determinadas propriedades, geralmente de proprietários "bem relacionados" isto não acontece.     Nossa reportagem recebeu reclamações de vários cidadãos que se utilizam da marginal da BR-369 para acessar o hipermercado Tonhão Maxi, que o terreno ao lado, n° 1862, onde funcionava a garagem da TIL- Transportes Coletivos S/A, simplesmente não tem calçadas.  "Os cidadãos comuns recebem notificação da prefeitura para que a gente faça nossas calçadas dentro dos padrões exigidos em Lei, mas aqui, nesta propriedade, há muitos anos o cidadão tem que pisar na terra e ao que parece, nunca foi fiscalizado porque está assim há anos", diz o reclamante. 

    E diz mais: "Onde está o direito a acessibilidade? Como é que um cadeirante vai chegar aqui ao supermercado? Uma senhora com carrinho de bebê...se bem em frente há uma parada de ônibus e o risco de andar pela BR é grande. Onde está a equipe da prefeitura que não vê isso?" O reclamante diz que já tentou até a ouvidoria da prefeitura pelo telefone (43) 3178-8442, mas reclama que o telefone só chama e ninguém atende.

Publicidade

Leia Também:

    "É um desaforo a gente ter que sair daqui, e ter que ir até o balcão da secretaria, protocolar uma reclamação se o problema está na vista de qualquer um. Milhares de pessoas passam em frente esta propriedade todos os dias e a indiferença da prefeitura é patente. Onde estão os vereadores que deveriam fiscalizar também esta falta de ações?", questiona. Que a administração tome uma providência e envie uma equipe para verificar o local e o proprietário do terreno (fala-se que o terreno é espólio de um cunhado do prefeito) e assim, também proceder uma notificação para os responsáveis adequar ou construir a calçada em até 30 dias.

   Caso não realize a obra, que os mesmos recebam o mesmo tratamento da Lei aplicada aos munícipes simples mortais.   Em tempo: no local existe uma placa de uma empresa (construtora) que pode vir a ser uma nova proprietária da área, ou que planeje ai instalar alguma atividade comercial. Por hora, a área só foi parcialmente limpa e existe um contêiner no interior do terreno.