O vereador Professor Mohamed (PL) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Ibiporã para cobrar ações urgentes e práticas do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) diante do desabastecimento crônico em diversos bairros. Em tom de desabafo, o parlamentar criticou a lentidão do Executivo e afirmou que a solução para a crise tem ficado restrita aos discursos políticos, sem resolutividade na vida dos cidadãos.
"Vamos ficar batendo boca aqui a troco de nada? Esse é o problema e essa é a solução, tem que ser feita. Não tem dinheiro? Arruma!", disparou o vereador. Mohamed enfatizou o caráter essencial do recurso natural, classificando o cenário atual como inaceitável. "É inconcebível o ser humano viver sem água. Não existe água, não há vida. A água vem hoje e falta amanhã", lamentou.
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Cobrança por infraestrutura e cronograma de obras
O parlamentar reconheceu o histórico de competência técnica da autarquia, mas exigiu celeridade e transparência sobre as obras estruturais planejadas para conter a crise hídrica. Há um gargalo no sistema! A falta de bombeamento suficiente foi apontada como a causa principal do desabastecimento. O vereador cobrou informações sobre a liberação dos terrenos e o início real das construções.
Ao encerrar o pronunciamento, Professor Mohamed pediu o fim dos debates estéreis e exigiu um posicionamento prático da administração pública. "Não tem muito o que discutir, água é imprescindível. Se a solução encontrada foi o reservatório, que seja feito. Não adianta ficar discutindo aqui se a solução não acontece", cobrou.
Os argumentos técnicos e as cobranças por infraestrutura
A cobrança do parlamentar ocorreu em meio a explicações recorrentes da autarquia sobre as falhas operacionais. Em reuniões e notas oficiais, o Samae de Ibiporã tem atribuído a interrupção do serviço a fatores técnicos externos e à necessidade de modernização da rede.
Rompimentos de cabos e temporais afetam a rede da Copel, paralisando temporariamente as captações do Ribeirão Jacutinga e do Aquífero Guarani. A autarquia executa um plano de troca das antigas motobombas por novos conjuntos de alta vazão na tentativa de dar maior estabilidade ao sistema.
Para o vereador Professor Mohamed, contudo, as justificativas não anulam a urgência de obras definitivas. O foco central da cobrança está na instalação de dois novos reservatórios planejados para os bairros Balneário Tibagi e John Kennedy, apontados como essenciais para bombear e armazenar água com segurança.
Nas redes sociais, a diretora e presidente da autarquia, vice-prefeita Mari de Sá, já exibiu os equipamentos, porém ainda sem previsão para sua instalação. O parlamentar exigiu esclarecimentos sobre o andamento dos projetos.
"A pergunta é: já foi começado a fazer, o terreno está disponível? Não tá em andamento? Foi começado? Ou nós só vamos ficar no chove no molhado", questionou Mohamed, cobrando agilidade burocrática na liberação das áreas para que as obras saiam do papel
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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