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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026
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A "Merreca" do Reajuste em Ibiporã: Desvalorização Disfarçada de Lei

E fica uma pergunta: Onde fica a representação sindical da categoria frente a esta afronta ao servidor?

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
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   A sanção da Lei Municipal nº 3.444 (e suas portarias correlatas) em Ibiporã, que estabelece um reajuste escalonado no salário dos servidores públicos, mais do que uma política de valorização, soa como um profundo desrespeito à classe trabalhadora que mantém a máquina municipal funcionando. A proposta de 4,36% (ou índices aproximados nas discussões de 2025) de reajuste total, diluído e escalonado, revela uma estratégia de contenção de despesas nas costas de quem está na ponta.
 
Ganho Real? Apenas no Papel
Se a inflação oficial do período (IPCA/INPC) foi próxima a 3,36% (ou valores correlatos no período), um reajuste bruto de 4,36% deixa um ganho real irrisório de apenas 1%. Com a diluição escalonada (0,5% a partir de março e mais 0,5% a partir de julho, conforme mencionado), o servidor recebe menos que a inflação no acumulado do ano, perdendo poder de compra real. Isso é, tecnicamente, uma redução salarial disfarçada.
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Escalonamento: A Tática do Escárnio
A aplicação de reajuste de forma escalonada (0,5% em março, 0,5% em julho) é uma tática para amenizar o impacto no orçamento da prefeitura, mas desconsidera que o custo de vida — supermercado, farmácia, energia — não aumenta escalonadamente. Ele sobe de uma vez. O servidor precisa arcar com a inflação integral em março, mas só receberá a reposição completa meses depois.
 
A Disparidade: Servidor de Chão x Comissionados
O ponto mais sensível e que fere a moralidade administrativa é o contraste. Enquanto os servidores efetivos — professores, enfermeiros, agentes de limpeza, administrativos — recebem essa "merreca" de reposição, as chefias e cargos comissionados, muitas vezes preenchidos por indicação política, costumam gozar de salários gordos e, por vezes, reajustes mais confortáveis ou gratificações. A valorização parece seletiva.
 
Conclusão: Uma Vergonha aos Servidores
O cenário descrito é de um funcionalismo público municipal combalido pela perda de poder aquisitivo e sem representação de um sindicato robusto, e defensor dos direitos do servidores como de outras categorias como o Sindacs. A prefeitura de Ibiporã precisa repensar sua política de pessoal, reconhecendo que reajuste é reposição de perdas, não aumento. Tratar o servidor com esse descaso escalonado é desmotivar quem atende a população no dia a dia, enquanto a máquina administrativa prioriza os altos salários da cúpula. 
 
Resumo:
 Inflação x Reajuste: O ganho real é nulo ou negativo quando calculado sobre o ano todo, devido ao escalonamento.
  • Escalonamento (0,5% + 0,5%): Dilui o valor, fazendo o servidor pagar a inflação do bolso por meses.
  • Contraste Salarial: A desproporção salarial entre servidores da base e comissionados/políticos é uma afronta ao concursado.
  • Data-Base: O escalonamento fura a data-base, que deveria ser o momento da reposição integral.  Diante de fatos não há argumentos: O que diz o Sindiserv de Ibiporã diante desta "grande conquista"?
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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