website page view counter

Folha Regional Online

Quinta-feira, 29 de Fevereiro de 2024
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia

Geral

APARTE

Quem de fato, a Associação Comercial deveria defender? O comerciante, ou o prefeito que nomeia membros em cargos?

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
APARTE
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Aí está a diretoria da ACEIBI. Quantos destes na foto ganharam cargos de confiança na prefeitura?

É sério! As vezes o cidadão ibiporaense procura entender certas questões, porém não consegue.
Nos últimos dias temos visto uma verdadeira inércia da Associação Comercial e Empresarial de Ibiporã no tocante a forma antidemocrática com que o prefeito tem conduzido as questões do combate ao corona vírus.

Publicidade

Leia Também:

A classe mais importante que carrega o município nas costas, (que é o comércio de Ibiporã), não teve respaldo do Poder Legislativo que teoricamente, representa o povo. Até aí, vamos dar o desconto levando em conta que a maioria “come na mão do prefeito”.  A falta de educação da população, não pode ser imputada ao comerciante onde a maioria leva a risca os ritos dos decretos municipais.

Mas aí, cabe uma questão: se a responsabilidade e a punição recai sobre os comerciantes, para que serve então uma categoria que teoricamente, teria que representá-los? Porventura não é a Associação Comercial que em tese, teria a obrigação de sair em defesa do comércio? E o que é que vimos?
Por enquanto nada, a ACEIBI até onde se sabe, permaneceu omissa, esquivando-se de discutir a gravidade do problema, principalmente dos mais pequenos.

Será que ficar sob a batuta do prefeito é “politicamente correto”? 
É o que dá entender, levando em conta que a última reunião que se tem notícia, foi justamente numa visita de “cordialidade” da direção da ACEIBI – com o Prefeito recém eleito, Sr. José Maria Ferreira em data de 06 de janeiro.

A conversa de “boas vindas” ao alcaide, resultou também na nomeação de um comerciante para a pasta de finanças, cuja família influente perdura por anos no comando da direção da Associação revezando-se ora um, ora outro! E o que se discute nessa reunião, além de jogar confete no chefe do executivo?
Mais confete...onde a Associação deixa a sua prerrogativa de defender o interesse do comerciante para se colocar à disposição do poder executivo.

Isto significa claramente que quem define os rumos dos assuntos relacionados ao comércio de Ibiporã, não é associação, mas o prefeito. 
Esta relação de cordialidade, é vista a olhos claros, até porque percebe-se que alguns comerciantes, lixam-se para o código de posturas e alguns até para os horários e dias que deveriam ser cumpridos, por estarem seguros que não serão incomodados. E tem mais. Na panelinha só entra quem a direção aceita, ou o prefeito deixa. Eleição de diretoria, sempre teve um dedo de política. Até candidato a prefeito, saiu da ACEIBI. Logo...

Mas porque abordamos este tema. Dia destes, parte de um grupo no comércio, cansados de serem apenas “contribuintes sem vez e voz”, resolveram dar um basta. Sentem-se perseguidos e não há quem os defenda. Onde estava a Associação Comercial que não reuniu a categoria por ocasião dos decretos de fechamento do comércio? A disposição do prefeito para tratar de medidas de prevenção contra o Covid 19 na cidade, conforme publicado na página oficial da ACEIBI?

 Nas atuais circunstâncias, de isolamento social e profunda alteração da rotina dos cidadãos; sem qualquer pista do seu tempo de duração e dos reflexos que se colherão na saúde, educação e economia; é quase natural questionar como uma entidade de classe, virou as costas para quem a sustenta?
 Ademais, também não há como negar que não tem opinião, nem vida própria já que parece ser apenas embalada pelo discurso “politicamente correto”, que não raras vezes dificulta o engajamento e a oportunidade para os pequenos e os humildes na informalidade. 

Agora, do nada, sem mais nem menos, quem até o momento não se pronunciou em favor da categoria após um terceiro decreto que “penaliza só os pequenos”, embala num manifesto da Faciap lá em Curitiba. Ô maravilha...estamos com a Faciap e não abrimos mão! Copiam e colam o manifesto e espalham pelas redes sociais como um grande troféu conquistado. Mediocre!

O que aconteceu? Faltou coragem para peitar o alcaide no município? Foi preciso uma injeção vindo da Federação das Associações Comerciais do Estado para lembrar que o comércio agonizante de Ibiporã existe? As medidas de isolamento social ainda que uma iniciativa louvável de preservar vidas não devem ser impostas somente ao comerciante. A maioria faz a sua parte. O problema é a educação do povo que sequer aprendeu a votar.

Ninguém leva em conta as incontáveis opiniões médicas que têm se proliferado, colocando em dúvida a necessidade e efetividade do isolamento social, aliadas às consequências obviamente nefastas que ele traz a outros interesses sociais igualmente relevantes, que provocam reflexões como esta.
Essa reflexão não tem a menor pretensão de responder a qualquer dessas questões, para as quais parece ainda não haver consenso nem na comunidade médica.

Pelo contrário, elas servem apenas para sublinhar que as medidas adotadas pelo município e com o aval da ACEIBI, refletem puramente uma opção de gestão pública, que elege uma parcela da Sociedade para beneficiar em detrimento dos demais. Fecha-se a feira, mas a pedóloga cujo marido ocupa cargo comissionado no município, pode abrir o salão. Unhas encravadas é prioridade acima do trabalho relevante do feirante.

Não seria retaliação visto que uma jovem liderança que defende a categoria não aceitou sair candidato a vereador pelo grupo político do prefeito?

Porque o candidato optou por disputar a eleição ao lado de um administrador e não de um político profissional que carrega no lombo 40 processos de improbidades e 14 condenações? Porque optou por votar num ficha-limpa? Isto não é retaliação política, quando as feiras funcionaram nos municípios vizinhos a luz do mesmo decreto estadual? E cadê a ACEIBI? Se manifestou em defesa dos feirantes? Não fazem eles parte do comércio? Não pagam Alvará? Não recolhem impostos?

Sob outra perspectiva, o fechamento dos estabelecimentos comerciais chamados “lockdown” não passa de uma formula encontrada pelo gestor municipal para incrementar o sistema de despesas sem a necessidade de prestar contas amparado pela “pandemia”.  Em Ibiporã, ficou claro que apenas uma parcela do comércio está sendo duramente penalizado. Comércio de puxa-sacos podem abrir sem fiscalização.

Estudos já mostram que 90% dos pequenos e médios negócios tem, em média, recursos disponíveis para enfrentar apenas 27 dias de paralisação, o que significa que, diante do fechamento do comércio, a muitos deles faltará caixa para fazer frente às suas obrigações, com risco de demissões ou encerramento das atividades. Em contrapartida, até o momento, não foi divulgado nem pela Associação Comercial, nem pelo poder público  nenhuma medida efetiva que recomponha o prejuízo que os pequenos enfrentam.

Nesse ponto, vale lembrar que o artigo 6º, da Constituição Federal, coloca em pé de igualdade os seguintes direitos sociais: “a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”, que foram colocados absolutamente em segundo plano com a priorização da saúde. 

Da mesma forma, as mencionadas restrições parecem colidir com os direitos fundamentais de livre locomoção e de propriedade (artigo 5º, incisos XV e XXII, da Constituição Federal), bem como com o direito de livre iniciativa esculpido no artigo 170 do mesmo diploma, que também prestigia a propriedade privada e a busca do pleno emprego.  

Sem falar no descumprimento do Estatuto do idoso, discriminado pelo decreto municipal. Evidentemente, as decisões tomadas sob pretexto de ponderar  riscos à saúde sobrepõe-se à economia que afetam profundamente a vida de centenas de cidadãos Ibiporaenses que não aceitam submeter-se meramente ao discurso “politicamente correto” ou se sujeitar a disputas meramente políticas, como tem se observado, sob pena de não alcançar o melhor equilíbrio aos interesses sociais. Com a palavra para justificar-se ante a sociedade comercial do município, o  presidente da ACEIBI – Associação Comercial e Empresarial de Ibiporã, Sr. Marcelo Juliano Machado. Quem contribui, tem a obrigação de ter no mínimo, uma satisfação.

Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais
laboratório
laboratório

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!