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Folha Regional Online

Domingo, 2 de Junho de 2024

Geral

A gente era Feliz e não sabia...

Não é verso, nem prosa... mas está na boca do povo

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
A gente era Feliz e não sabia...
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    Não há mais dúvida que as redes sociais nos dias de hoje, é o termômetro diário para tudo. É a informação relâmpago, à velocidade da luz.          Aquilo que começou com uma prensa móvel, em 1439, consequentemente evoluiu para a Internet e os smartphones — acesso instantâneo a qualquer coisa e a qualquer momento! Hoje, aproximadamente 2,7 bilhões de pessoas em todo o mundo possuem um telefone celular inteligente, que põe um imenso conhecimento coletivo da humanidade ao alcance de todos a qualquer tempo. 

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    A Internet no bolso de todo mundo significa que agora existe um potencial, como nunca antes. Assim como na “era do rádio”, a informação toma proporções com poderes inimagináveis e torna-se ferramenta de informação em massa. O que acontece do outro lado do mundo, revela-se em qualquer canto do planeta chegando praticamente a todo o mundo, com exceção algumas poucas nações ao redor do globo. 
 É a notícia em tempo real, colocando um fim na informação impressa transformando-a em expressa!

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   Este tema é interessante porque leva-nos a refletir que cometemos erros que nos obrigam a conviver com as consequências dele. A questão do voto é uma delas.  Vamos sair da esfera global e voltarmos aqui, para nosso canto e recanto, nossa querida Terra Bonita, que enfrenta dias cinzentos com desmandos, relapsos, e o descrédito na figura do representante público.

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   Numa escala alfabética de “A” a “Zé” não escapa ninguém.   Temos um prefeito que, em vias de seu quarto mandato, mantém poder no âmbito municipal e estadual que o colocou num patamar de “politico irretocável, o senhor dos senhores, o arauto da competência, da coerência e do fino trato com a coisa pública". Uma imagem de liderança inabalável, com poderes de convencer o eleitor que o inferno é melhor que o céu e que a merda é mais doce que o mel. Só que não!

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   Passam-se os anos e o modelo de política arcaica de 40 anos atrás, já não cabe no presente. Hoje  Ibiporã está vivendo um modelo de incapacidade governamental que desperta nas redes sociais aos desavisados, quão bom teria sido o governo anterior no presente.  Não há governo perfeito, mas a imperfeição pode ser medida e sentida na medida em que os dias se passam.  E hoje, diante do que encontramos nas redes sociais em nossos restritos grupos, nos deparamos com a célebre frase “eu era feliz e não sabia”.

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Hoje a frase não é somente um jargão popular. É a estampa do arrependimento por decisão tomada, contaminada pelas veredas da política de promessas, já que para muitos eleitores é notório o seu discernimento e perspicácia quando se trata de “políticos de estimação” ou “corruptos de carreira.” Você decide! Eles estão em todo canto...até em Brasília.

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   “Eu era feliz e não sabia”. “Ai que saudade de um tempo que não volta mais”. O que não falta é ditado popular para enaltecer o passado. O que já foi é sempre incrível. E o presente, bem… é só olhar pra 2023 para perceber a bucha que é o presente. O golpe está aí...quem caiu, caiu. E é preciso aguentar mais um ano e nove meses para mudar. O filósofo Joseph Maistre já dizia: "Cada povo tem o governo que merece"

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    Esta introdução modesta, é apenas para ilustrar a frustração do cidadão de Ibiporã que depende da saúde pública. Nos últimos dias tem chegado a níveis insustentáveis. Há problemas mais sérios e mais graves que também afetam a população, mas nem tanto quanto a atenção à saúde.  O prefeito prega um cenário de efeito numa administração midiática, empobrecida, medíocre e mentirosa aos olhos da população que hoje, graças a tecnologia são desmentidas dia a dia nas redes sociais.

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   A política de pregar mentiras, de administração de faz de conta está com dias contados. E os representantes do povo? Há estes com raras exceções estavam apenas atrás de seus interesses próprios, ficando a realização dos desejos do munícipes em segundo plano. 
   E já há fila de quem cresce os olhos nos cofres do poder, buscando espaço para sentar no trono que o rei quer passar para o pequeno príncipe.   A julgar pela sua habilidade, sua oratória e sua vocação profissional, não nasceu para ser político. É como um Cristo crucificado fazendo a vontade do pai. (Com todo respeito que a metáfora bíblica merece). Só não vê quem não quer.

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   Administrar uma cidade com tantos recursos e com necessidades ainda maiores, há que se ter a sensibilidade que cuidar da população é mais importante do que fazer obras desnecessárias, como mais um lago. E para isso é preciso montar uma equipe de gente que administre e não transformar o gabinete num cabide de empregos como está fazendo.  Não consegue nomear o pastor, põe a irmã dele lá. Pagamento de campanha (votos da igreja) com dinheiro público. E ninguém fica rubro de vergonha! Só não vê quem não quer, de novo!

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   O que está acontecendo na UPA de Ibiporã, é o retrato da incompetência.
   Um cidadão postou nas redes sociais, que “era feliz e não sabia”, demonstrando arrependimento de deixar de votar num administrador para votar num político de carreira. Fez questão de lembrar de como o UPA era administrado na gestão passada, com o desempenho do ex-diretor e cardiologista, Dr. José Carlos Santos.

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  “Quando faltava médico, ele mesmo arregaçava as mangas e ia atender o povo, não interessava a hora”. Havia farta medicação gratuita, e as UBSs eram modelo de cuidado que vai além do espaço físico e mobiliário. Era um tratamento humanizado. Hoje é um festival de reclames enquanto o prefeito asfalta de tijolinhos a famosa estrada que vem de não sei onde e vai para nenhum.

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   Provavelmente para valorizar as terras de alguém com a desculpa de “melhorar o escoamento da safra”.  Mais de três milhões de reais, no meio do nada enquanto a UPA se desmancha aos poucos e a população sofre horas de espera por um atendimento.

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   E os vereadores planejando o que vão fazer com o aumento de salários garantidos para a próxima gestão. Este é apenas um dos problemas que a cidade vive.  “Vou mudar a maneira de tratar políticos, só estarão comigo aqueles que realmente estiverem a favor do povo”, declarou o cidadão que passou quatro horas na UPA com uma criança doente aguardando atendimento.  

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  Quem trocou João pelo Zé, hoje vê a diferença e se arrepende. Não que o João seja melhor que Zé, até porque não há comparação entre quem coleciona processos por improbidade, vive há mais de 40 anos de cargo público, e com quem teve uma administração limpa. Outro fator é que o eleitor que se prostituí não consegue enxergar que jamais vai tirar de um administrador, o que tira de um político de carreira.  

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   Saber dizer “não”, é uma virtude para poucos, ao passo que aquele que dá com uma mão, retira de pá cheia. Aquele voto que você pode ter vendido ontem para quem está no poder, é o médico que está faltando na UPA hoje! Pense nisso! A Bíblia ensina: “De que se queixa pois o homem vivente? Queixe-se de seus próprios pecados”. Na versão revista e atualizada diz: “dos seus próprios erros”.  

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O profeta Jeremias deve ter vivido em Ibiporã e a gente não sabia. Nunca uma verdade lógica milenar foi tão atual.  A bíblia é a rede social mais antiga do mundo e nunca esteve tão atualizada. É só questão de ter fé para interpretá-la.  Uns preferem Saul, outros Davi. Uns escolhem Cristo, outros Barrabás.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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