A recentes manifestações do vereador Professor Mohamed (PL) expõe uma ferida aberta na administração municipal: o distanciamento entre as demandas legítimas da população, protocoladas via Legislativo, e a execução prática por parte da Prefeitura. Quando indicações parlamentares são ignoradas, não é apenas o vereador que é silenciado, mas o cidadão que levou até ele o buraco na rua, a falta de segurança no trânsito ou a escassez de água.
O cumprimento do Regimento Interno da Casa e dos prazos legais para respostas e encaminhamentos não é um favor do Executivo, mas uma obrigação constitucional. A morosidade em dar seguimento prático às demandas protocolares fere o princípio da eficiência e desequilibra a harmonia entre os poderes. Gestão pública se faz com prazos cumpridos e respostas concretas, não com silêncio administrativo.
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A discordância do parlamentar sobre temas como a fiscalização de veículos elétricos por adolescentes e a instalação de quebra-molas acende um alerta: as políticas de trânsito precisam de atualização e rigor. O uso de patinetes e bicicletas elétricas por menores sem a devida fiscalização é um risco iminente que o Executivo não pode negligenciar sob o pretexto de falta de regulamentação.
Crise Hídrica: Prevenção é Fiscalização
Sobre o abastecimento de água, a crítica do vereador é pontual e necessária. Se a ausência de caixas d’água agrava o impacto do desabastecimento, cabe ao município intensificar a fiscalização das normas construtivas, lançar campanhas de orientação eficazes e buscar facilitar a regularização sobretudo para as famílias de baixa renda, defende o professor.
Os reclames da mesma natureza também já foi assunto cobrado no Legislativo pelo vereador Hugo Furrier (MDB) que defende uma cobrança mais enérgica dos "pares" para o cumprimento legal. "É urgente que o Executivo recupere o diálogo institucional e entenda que as indicações do Legislativo são o termômetro das ruas. Ignorar o Regimento da Casa e as demandas viárias e hídricas é, em última análise, ignorar a própria cidade", destacou fazendo coro com o professor Mohamed.
Da mesma forma o vereador Pedro Chimentão (Republicanos), também cobrou maior objetividade e encaminhamentos mais diretos para resposta às demandas da população durante a audiência Pública que debateu os problemas de falta de água, junto ao Samae.
O descontentamento também chegou no vereador Dieguinho da Furgão que cobrou cobrou esclarecimentos da área da saúde sobre a aplicação do decreto que regulamenta empréstimos de cadeiras de rodas, cadeiras de banho e muletas à população, defendendo maior transparência sobre os critérios e o funcionamento do serviço.
Do jeito que a coisa está andando, já já o prefeito vai ter apoio só filho presidente, já que ambos estão na mira do Ministério Público e do GAECO. E a vice-prefeita, que não nasceu ontem, assiste tudo em cima do muro!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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