Basta começar a escurecer e os ladrões que visitam constantemente o cemitério aparecem para roupar e destruir
Já passou dos limites. O corrente vandalismo que ocorre no Cemitério São Lucas em Ibiporã, virou rotina. Os saqueadores de peças de bronze e alumínio fundido já não se incomodam mais nem com a presença de funcionários. Segundo um deles que pediu para não ser identificado, além dos furtos de peças e placas, há também o vandalismo com destruição de imagens, vasos e objetos de valor sentimental deixados nos túmulos por familiares dos sepultados. O funcionário conta que os marginais já nem esperam escurecer, ou até mesmo fechar os portões e já estão à postos com suas ferramentas para arrancar as placas. “Algumas são até mesmo deixadas quando os ladrões percebem que não terão valor comercial.
A gente até conhece de vista alguns destes "noiados" que estão sempre aqui, mas não podemos falar nada porque corremos o risco de morrer”, desabafa. “Virou rotina”, prossegue o funcionário reclamando que não se vê nenhuma providência do prefeito, nem da polícia para coibir estes furtos. “Isto só vai diminuir quando a policia começar a investigar e prender quem compra estas peças e, não está difícil. É só querer dá um basta que a polícia chega nos receptadores”, conta. A revolta do funcionário se dá não só pelo vandalismo em seu local de trabalho, mas também para o que chama de descaso do poder público. “Há cerca de um mês, até mesmo o túmulo onde estão sepultados os pais do prefeito e seus sobrinhos, tiveram as placas de bronze arrancadas e levadas pela quadrilha”, conta referindo-se a cerca de três e as vezes quatro elementos que invadem o cemitério.

Funcionários do cemitério reconhecem que falta segurança no local. Algumas senhoras que trabalham lá, lavando túmulos e cuidado do visual, temem andar sozinhas mesmo durante o dia. “Falta segurança aqui no cemitério. Diariamente ele é frequentado por viciados e alguns aproveitam a falta de segurança para roubar peças para trocar na boca por droga. Já não basta os urubus que fazem a maior bagunça, defecam nos túmulos, derrubam e revirando vasos procurando o que comer”, relata uma delas. Diante destes fatos fica uma pergunta. Quando é que o poder público vai fazer alguma coisa para resolver esta questão da segurança?

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