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Sabado, 04 de Julho de 2026
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Política

Reviravolta no caso Mara Boca Aberta, culmina em denuncia contra vereador Fernando Madureira

Vereador é denunciado por suposta fraude em documento público para comprometer mandato de vereadora

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Reviravolta no caso Mara Boca Aberta, culmina em denuncia contra vereador Fernando Madureira
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      A Sessão de Julgamento na denúncia que pretendia cassar o mandato da vereadora Mara Boca Aberta (Podemos) pela Câmara Municipal de Londrina (CML), pode ter sido uma armação com suspeita de fraude em documento público usada como peça de acusação.  É o que aponta um Boletim de Ocorrência registrado esta manhã no 3° Distrito da Policia Civil de Londrina.

   O delegado chefe, Mozart Rocha Gonçalves pode instaurar inquérito com objetivo de investigar provável prática de "falsidade ideológica", "crime contra a fé pública", "injúria" e "crime contra pessoa", em desfavor do vereador londrinense Fernando Madureira (PP), após receber descrição sumária dos supostos crimes. A denuncia é feita pela vereadora Marli de Fátima Ribeiro (Mara Boca Aberta) que relata ter sido vítima de armação de dois, dos três membros da Comissão Processante composta pelos vereadores Claudinei Pereira dos Santos, o Santão (PL), presidente,  Fernando Madureira da Silva (PP), relator; e Luciana Silva de Oliveira, a Lu Oliveira (Republicanos) que apresentou voto divergente. .      Madureira como relator é acusado de ser o responsável por fraudar o relatório assinado pela Vereadora Lú Oliveira (Republicanos) com a suposta ciência do vereador Santão o que deverá ser apurado na investigação.

     A vereadora Mara Boca Aberta foi ouvida esta manhã pelo delegado, onde registrou um Boletim de Ocorrência, e pedindo investigação acerca de suposta falsificação de documento público entregue em sessão da Câmara Municipal de Londrina, cuja cópia foi entregue ao delegado como peça de prova dos fatos narrados relativo a descrição da cronologia do Processo 153316 e documento 215112, assinado pela vereadora Luciana Silva de Oliveira (Lu Oliveira-Republicanos).

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      Segundo a denúncia, o primeiro documento relata data a data, a cronologia de um processo que consistia em um possível, abuso de poder econômico e má utilização de  Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em benefício de candidatura inexistente de Boca Aberta.        A vereadora Mara Boca Aberta relatou a policia que relatório de autoria da vereadora Lu Oliveira distribuído pela assessoria do vereador Madureira e entregue em mãos aos demais vereadores da Casa e distribuído em grupos de WhatsApp para pessoas de fora, não era o documento original assinado pela vereadora autora, mas uma cópia fraudada, com inclusão de texto que reverteriam em desfavor de Mara Boca Aberta no julgamento com a clara intensão de induzir os colegas a votar a favor de sua cassação de mandato. O documento trazia inclusive assinatura da parlamentar onde em data de 06/09/2022, divergiu da opinião dos colegas da Comissão. 

    No documento supostamente fraudado foi acrescentado ao texto: "Tribunal Regional Eleitoral não reconhece a candidatura de Boca Aberta", onde a posição da Relatora Dra. Claudia Cristina Cristofani seria contestada.  Abaixo da decisão ainda foi incluído o texto: "Sendo assim, todo esse cronograma fraudulento feito pela vereadora Lu Oliveira cai por terra".  Segundo o Boletim de Ocorrência, a autora não teria reconhecido nenhuma dessas duas frases no documento original, o que sugere imediata investigação do Poder Judiciário.

     Por sua vez, a vereadora Lu Oliveira teria tomado conhecimento da "fraude" na noite anterior ao julgamento, cujo vereador Madureira teria relatado "mea culpa e admitido em sessão ser o autor da modificação no documento à época com intuito de prejudicá-la em sua campanha", relatou Mara Boca Aberta ao delegado. Ela disse ao delegado que se responsabiliza por todas as informações prestadas neste depoimento ao qual pede providências imediatas.

   A sessão da Câmara que absolveu Mara Boca Aberta, vítima de várias tentativas de cassação de mandato revelou que nem todos os vereadores  participam da "banda podre" do jogo político entre legislativo e Executivo, mas a índole da maioria de seus membros, mantém forte influência no desempenho em favor da Democracia e da Justiça.  

Abaixo os documento oficiais representados na Policia Civil. Assinalados em vermelho e amarelo, textos incluídos no relatório original.

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno/Delegacia de Policia Civil/Docts.
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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