IBIPORÃ — A população da Vila Rural de Ibiporã protocolou uma denúncia formal junto ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) para exigir uma intervenção urgente na cidade. O motivo principal é a interrupção total do serviço de coleta de lixo, que já passa de 20 dias, transformando o bairro em um cenário de caos sanitário e gerando sérios riscos de saúde pública devido ao surgimento de insetos e pragas.
Segundo o documento encaminhado à Promotoria de Justiça da comarca, os moradores apontam que o lixo segue acumulado nas calçadas, enquanto a taxa de coleta continua sendo cobrada normalmente nas faturas dos contribuintes. Informações de bastidores indicam que a paralisação ocorre pelo fim do contrato com a empresa prestadora do serviço, que aguarda uma nova licitação municipal.
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Crise vai além da coleta de lixo
A representação enviada ao Ministério Público também reúne outras reivindicações críticas da comunidade sobre a falta de infraestrutura básica na região, questões estas ignoradas também pela representatividade da população pelos vereadores do município.
- IPTU Inflacionado: Moradores reclamam de aumentos abusivos no imposto sem que haja o retorno em melhorias urbanas na localidade.
- Apagão no Transporte Público: O documento denuncia a retirada mensal de ônibus de circulação, alteração injustificada de horários e tarifas misteriosas. Aos domingos, a linha que conecta Ibiporã a Sertanópolis foi extinta, afetando o direito de ir e vir dos cidadãos.
- Trabalhadores Isolados: Linhas de transporte que atendiam o Parque Industrial foram cortadas sem aviso prévio, deixando trabalhadores e cooperativas sem meios públicos para retornar às suas casas após o expediente.
Pedido de providências urgentes
Na denúncia, a comunidade solicita a abertura imediata de um Inquérito Civil Público e uma medida cautelar de urgência para que a Prefeitura de Ibiporã restabeleça a coleta de resíduos na Vila Rural em até 48 horas.
Os moradores também cobram explicações sobre o silêncio do Poder Executivo e a falta de fiscalização por parte dos vereadores locais.
Até o momento do fechamento desta reportagem, a administração municipal não havia se pronunciado oficialmente sobre a interrupção dos serviços ou sobre as queixas da população nas redes sociais.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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