As longas filas na Farmácia Municipal de Ibiporã para a retirada de medicamentos contínuos evidenciam a falha no planejamento logístico e o desrespeito à dignidade dos cidadãos, sobretudo idosos e enfermos que dependem do SUS. Exigir que usuários madruguem na rua ou deem a volta no quarteirão, enquanto enfrentam intempéries ou falhas administrativas — como dez servidores, e nenhum deles com a chave para abrir o prédio — não é apenas um contratempo, mas uma grave violação do direito à saúde.

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A recente implementação de um sistema de agendamento online e presencial nas UBSs embora apresentada como solução, revela na verdade a incapacidade estrutural do município em gerir a demanda de forma ágil e humanizada. Trata-se de uma tentativa de transferir o ônus da organização para o próprio paciente.
Em vez de ampliar o número de guichês, descentralizar a entrega para os bairros ou otimizar o estoque, a Secretaria Municipal de Saúde adota uma medida paliativa. Além disso, a manutenção do atendimento por ordem de chegada para medicamentos não contínuos garante que as aglomerações e a desorganização continuem a fazer parte da rotina da saúde pública municipal.
Que o Ministério Público tome ciência destes fatos porque ouvidoria não resolve. Não é a primeira vez que Farmácia Municipal enfrenta filas quilométricas, sem falar no episódio dos servidores sem a chave do prédio que gerou o caos como na última semana. Por outro lado está claro que o novo sistema de agendamento não resolve o problema das pessoas que buscam remédios comuns e continuam desamparadas nas filas.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Redes Sociais

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