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Segunda-feira, 29 de Junho de 2026
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Investigação do GAECO resulta em três prisões no esquema ilegal de venda de terrenos em Ibiporã.

Loteamentos irregulares como Recanto Água Bonita e Recanto dos Sonhos, foram alvos da segunda fase da “Operação    Miragem”

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Investigação do GAECO resulta em três prisões no esquema ilegal de venda de terrenos em Ibiporã.
📸Marcos Zanutto/Folha de Londrina/Reprodução
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    O GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e o Ministério Público do Paraná (MP-PR) após deflagrar uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de vender terrenos clandestinos em Ibiporã e movimentar um esquema de lavagem de dinheiro que arrecadou mais de R$ 3,5 milhões de 62 vítimas, prendeu três pessoas. 

   A identidade dos envolvidos no entanto, não foram divulgados.  Mesmo após a prisão dos três principais envolvidos, as investigações não param. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos e bens deles foram bloqueados para ressarcir as vítimas.

   De acordo com o Ministério Público , o loteamento clandestino Recanto Água Bonita abrangia uma área de 68.100 m², dividida ilegalmente em 62 lotes de cerca de 1.000 m² cada. Já o loteamento Recanto dos Sonhos ocupava uma área de 36.300 m², subdividida em 23 lotes. 
   O promotor Jorge Barreto destacou que os empreendimentos eram anunciados como produtos prontos para venda, mas eram comercializados sem licenças ambientais ou alvarás urbanísticos. Os compradores assinavam contratos sem validade legal, o que resultou na perda dos valores investidos por terrenos que não poderiam ser utilizados.

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O esquema ilegal
  Os líderes do esquema implantaram e venderam lotes em áreas rurais sem qualquer autorização legal . Quando as contas bancárias do grupo foram bloqueadas judicialmente no início do ano e eles foram proibidos de receber quantias pelas vendas, a quadrilha passou a utilizar táticas fraudulentas para continuar extorquindo as vítimas.

    Os compradores eram instruídos via comunicados falsos que alegavam “instabilidade bancária” . Eles então direcionavam os pagamentos das parcelas via Pix para o CNPJ de uma empresa de fachada — aberta em nome da irmã do líder do grupo — ou para o escritório de advocacia da investigada.   O rastreamento financeiro do MP revelou que os valores depositados pelos clientes eram rapidamente transferidos e integrados ao patrimônio pessoal da advogada.

Operação e Ameaças
A investigação conduzida pelo GAECO revelou ainda um cenário grave de intimidação e ameaças contra autoridades . Em perícia realizada em telefones celulares apreendidos, o líder do esquema chegou a ameaçar “sumir” com o promotor responsável pelo caso e o grupo monitorou familiares de autoridades, além de cogitar atos violentos contra fiscais e o Fórum da cidade.

   Como resultado das apurações, a Justiça determinou a prisão preventiva dos três principais investigados — dois empresários e uma advogada — e bloqueou até R$ 3,5 milhões para garantir o ressarcimento das famílias lesadas.

Detalhes da Investigação

Vítimas: Mais de 60 pessoas foram identificadas como compradores dos terrenos clandestinos.

Prejuízo Estimado: O volume financeiro arrecadado ilegalmente supera a marca de R$ 3,5 milhões. 

Envolvidos: Dois empresários, a advogada do grupo e uma “laranja” (irmã do líder).

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ministério Público do Paraná
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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