A reiteração de quatro indicações idênticas pelo vereador Professor Abreu (Republicanos) acende o alerta sobre uma possível paralisia administrativa motivada por caprichos políticos na Prefeitura de Ibiporã. O parlamentar é mais um que se soma ao quadro de parlamentares que não vem tendo suas demandas atendidas pelo prefeito José maria Ferreira (PSD).
Quando demandas básicas de segurança viária e iluminação pública precisam ser reapresentadas por falta de resposta, o cidadão se pergunta se o Palácio Municipal fechou as portas para o Poder Legislativo — e os bastidores políticos locais sugerem que a resposta pode estar nos acordos eleitorais para as próximas disputas parlamentares.
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As propostas ignoradas pelo Executivo não são luxos, mas necessidades urgentes de segurança pública. O Professor Abreu reforçou a cobrança por uma faixa elevada e redutor de velocidade em frente ao CMEI Maria do Carmo Galvão Uille, no Jardim Malibu, onde a integridade física de crianças pequenas é posta em risco diariamente nos horários de entrada e saída escolar.
Da mesma forma, a escuridão no trecho da BR-369, entre o Cemitério São Lucas e o Jardim John Kennedy, continua a alimentar o medo e a vulnerabilidade de trabalhadores noturnos, sem que o Município retome as tratativas para solucionar o problema. Completam a lista de pedidos travados a faixa de pedestres no Jardim Éden — próximo ao Lago Dom Pedro Zilli — e as intervenções viárias no entorno do Terminal Rodoviário, incluindo a transformação de um trecho da Rua André Sert em mão única para organizar o trânsito caótico.
A insistente negligência da prefeitura diante de sua própria base e de vereadores atuantes levanta um questionamento inevitável nos corredores da Câmara Municipal: estaria o prefeito punindo parlamentares que não rezam estritamente pela sua cartilha eleitoral? O distanciamento do Executivo coincide com o xadrez político das candidaturas a deputado.
Ganha força a hipótese de que o atendimento às demandas da comunidade virou moeda de troca, e que o "gelo" aplicado ao vereador é um reflexo direto do fato de que parte do legislativo já possui compromissos firmados com outros candidatos, preterindo o filho do atual chefe do Executivo na disputa por votos.
Ao transformar a zeladoria urbana e a proteção da vida dos munícipes em reféns de retaliação política, a administração municipal inverte prioridades. Enquanto o Executivo joga o jogo do poder pensando no futuro dinástico de sua própria família, as faixas de pedestres continuam apagadas, as ruas escuras seguem perigosas e o trânsito ao redor da rodoviária permanece um caos estrutural. Resta a dúvida se o bem-estar de Ibiporã voltará a ser prioridade ou se as portas da prefeitura continuarão fechadas para quem não se curva aos interesses estritamente familiares do prefeito.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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