O descaso com a manutenção urbana em Ibiporã ganhou um símbolo evidente no Conjunto Afonso Sarábia. Na Rua Alfredo Rodrigues, próximo à esquina com a Rua Lini Zilli, uma cobertura de ponto de ônibus está sendo progressivamente engolida pelo mato alto, gerando indignação nos moradores que dependem do transporte público e convivem com a insegurança e a proliferação de insetos. Contudo, essa realidade não é isolada; a falta de capina e zelo pelo espaço público estende-se por diversos bairros da cidade.
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O Puxadinho Político e a Inércia do Legislativo
A indignação popular transpôs as calçadas e tomou as redes sociais, desaguando em duras críticas à Câmara Municipal. Moradores cobram diretamente a ineficiência do presidente da Casa, vereador Rafael Eik Ferreira (PSD). Filho do prefeito José Maria Ferreira, Rafael é alvo de comentários mordazes na internet, onde cidadãos apontam que suas aspirações a cargos mais altos — como sua candidatura a deputado estadual — parecem se sobrepor ao "básico" exigido para o município.
Embora a responsabilidade direta pela execução da limpeza urbana pertença exclusivamente à Prefeitura Municipal (Poder Executivo), o papel de fiscalizar e intermediar as demandas do povo cabe aos vereadores. Propostas viáveis para mitigar o problema já passaram pelo plenário:
- Professor Mohamed (PL) propôs anteriormente a criação de uma força-tarefa voltada especificamente para resolver esses pequenos entraves cotidianos dos bairros.
- Hugo Furrier (MDB) endossou sugestões semelhantes de reestruturação do zelo urbano. [1]
Ambas as ideias foram ignoradas tanto pela cúpula da Câmara quanto pelo Executivo, demonstrando que o alinhamento familiar e político muitas vezes se sobrepõe à autonomia e à eficiência dos poderes.

A Conta Chega: IPTU Caro, Cidade Abandonada
O cenário de abandono torna-se ainda mais crítico quando confrontado com a eficiência fiscal do município. Se o caminhão da capina e da manutenção atrasa ou não aparece, o carnê do IPTU chega rigorosamente em dia na porta do contribuinte.
A cobrança gerou revolta generalizada na cidade devido a um reajuste dúbio e cumulativo. Oficialmente, a prefeitura e a base governista justificam uma correção inflacionária de 4,18% baseada no INPC.
Contudo, na prática, o bolso do cidadão sentiu aumentos muito superiores (em alguns casos, ultrapassando 50%). Esse fenômeno ocorreu devido à aprovação da atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) no fim do ano anterior, somada a uma revisão cadastral por georreferenciamento e à retomada gradual de alíquotas.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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