A reestruturação dos atendimentos na Unidade Básica de Saúde (UBS) Wilson Funfas, localizada na Vila Esperança, gerou forte apreensão na comunidade e levou o vereador Hugo Furrier (MDB) a cobrar respostas urgentes do Poder Executivo. O parlamentar levou o apelo da população carente ao plenário do Legislativo, alertando para o impacto imediato que a mudança trará para o dia a dia das famílias que dependem do serviço público de saúde.
Segundo o vereador, os moradores da região foram surpreendidos com a informação de que parte dos atendimentos da UBS Wilson Funfas será transferida para as unidades dos bairros La Fontaine e Bom Pastor. A decisão unilateral gerou clima de incerteza e revolta na comunidade, que já enfrenta vulnerabilidades sociais e agora vê o acesso à saúde básica dificultado por barreiras geográficas e logísticas.
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"A população não pode ser pega de surpresa dessa forma, sem nenhum aviso prévio ou diálogo. Estamos falando de um bairro carente, onde as pessoas dependem exclusivamente do SUS para receber um atendimento médico ou um medicamento. Como essas famílias vão se deslocar para outras regiões sem planejamento?", questionou Furrier.
O parlamentar alertou que a transferência de fluxo não apenas penaliza os moradores da Vila Esperança, mas também coloca em risco a capacidade de atendimento das unidades receptoras. Com o remanejamento, há um temor real de saturação nos postos vizinhos, comprometendo a qualidade do serviço de forma generalizada.
"O remanejamento sem um planejamento transparente vai sufocar as estruturas do La Fontaine e do Bom Pastor. Se a demanda nessas duas unidades já é alta, imagine o que vai acontecer agora. Vai resultar em filas intermináveis e na precarização de um serviço que já está no limite. O Executivo e a Secretaria de Saúde precisam nos dar uma resposta imediata sobre o que pretendem fazer para evitar o caos", enfatizou o parlamentar do MDB.
Diante do cenário de incerteza, o debate no Legislativo foca na necessidade imediata de esclarecimentos por parte da Secretaria Municipal de Saúde. A população dos bairros afetados exige saber qual é o plano de contingência do Executivo e como será garantida a continuidade da assistência médica sem prejuízos aos usuários.
Para os moradores de periferia, a UBS local é a principal — e muitas vezes única — porta de entrada para o sistema de saúde. Por isso, lideranças comunitárias e o próprio gabinete do vereador reforçam que a prefeitura não pode prolongar o silêncio, sob o risco de agravar o descontentamento popular e desassistir centenas de famílias que necessitam de respostas e soluções rápidas. As broncas continuam ganhando espaço na redes sociais de Ibiporã.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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