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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026
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Política

Deputado Felipe Francischini comemora derrota de Lula na pretensão de aumento nos impostos

Governo do PT pretendia faturar R$ 20 bilhões em arrecadação. Agora vai ter que buscar outra fonte de receita

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Deputado Felipe Francischini comemora derrota de Lula na pretensão de aumento nos impostos
📸Wilton Junior/Estadão
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    A Câmara dos Deputados em Brasília impôs uma grande e insperada derrota ao governo do presidente petista, Luiz Inácio Lula da Silva na tarde de ontem, quarta-feira (8), ao deixar perder a validade a medida provisória que aumentava tributos e previa impulsionar a arrecadação. Na verdade, a articulação da oposição sequer permitiu que o conteúdo da medida  provisória tivesse seu mérito votado. Antes mesmo disso, a maioria dos deputados — capitaneados por partidos de Centrão — aprovou a retirada do texto da pauta da Câmara. O placar foi de 251 a 193.

   O resultado foi comemorado pelo deputado federal Felipe Francisquini (União Brasil), em contato com nossa redação reafirmando seu compromisso em defesa da população do Paraná.  Francisquini lembra que "o texto foi apresentado em julho como uma alternativa ao decreto presidencial que havia elevado o IOF em diversas transações, medida que gerou forte reação política e acabou sendo revogada. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) reabilitou parte do decreto, por entender que era legal. Porém buscou aumentar a arrecadação para fechar metas das contas públicas do ano publicando a medida provisória para aumentar tributos".

    Assim como ao deputado paranaense, a medida provisória não convenceu a maioria do Congresso. O aumento de alíquotas é visto como resistência.  "No nosso entender, o governo deve atingir metas das contas públicas administrando os exageros, cortando gastos e não aumento alíquotas dos já pesados tributos sobre o contribuinte brasileiro. Graças a Deus demos um basta nessa sanha arrecadatória do governo Lula", comemorou o deputado. 

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Com a derrota, Haddad e Lula ameaçam retaliações aos deputados

   Tanto o presidente quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saíram em defesa da medida ao longo desta quarta. Lula disse que era um erro misturar a votação da MP com movimentações eleitorais visando a eleição do ano que vem.

"Se alguém quer misturar isso com eleição, eu sinceramente só posso dizer que é uma pobreza de espírito extraordinária. Qualquer um pode dizer que a proposta é dele, qualquer deputado pode se vangloriar dizendo que votou favorável. Quando algumas pessoas pensam pequeno e dizem que não vão votar porque vai favorecer o Lula, não é o Lula que vai ganhar, eles não estão me prejudicando em nada", disse o presidente pouco antes da derrota se concretizar.

   Em retaliação a derrota, a equipe econômica petista já acena com ameaças de cortes no orçamento na ordem de R$ 10 milhões destinados à emenda dos parlamentares.  Na prática, será que isto significa deixar de repassar em parte o que é direito de Estados e Municípios representados pela oposição? Só o tempo dirá.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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