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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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Decoração com pedras no muro da Escola Engenheiro Beltrão vai custar R$ 470 mil

O prefeito de Ibiporã já havia gasto R$ 600 mil reais com as “famosas pedrinhas” na fachada da sede do Executivo. Reforma já vai para três anos e não acaba!

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Decoração com pedras no muro da Escola Engenheiro Beltrão vai custar R$ 470 mil
📸Folha Portal
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   A priorização dos gastos públicos na gestão urbana de Ibiporã voltou a acender o debate sobre a real eficácia e necessidade de determinadas intervenções estéticas frente às lacunas históricas nos serviços essenciais da cidade.  O cenário da vez é a Escola Estadual (CEEBJA) Engenheiro Francisco Gutierrez Beltrão, onde o muro dos fundos do ginásio de esportes, localizado na avenida homônima, está recebendo o assentamento de pedras petit pavê em toda a sua extensão. 

   A obra, financiada pelo Governo do Estado dentro de um pacote maior de revitalização do colégio mais antigo da cidade, está orçada em R$ 470 mil apenas para este fechamento perimetral.  Esta nova aplicação de recursos de alto padrão visual ocorre pouco tempo após a polêmica gerada pela reforma da sede do Poder Executivo municipal, que estimou aportes milionários na estrutura e gerou questionamentos populares sobre o luxo arquitetônico da fachada municipal e seu pórtico adornado com R$ 600 mil em pedras. 

   Para analistas locais e cidadãos, o dispêndio de quase meio milhão de reais em calçamentos decorativos verticais acentua um divórcio entre o planejamento de infraestrutura urbana e as urgências básicas vivenciadas no cotidiano da população.

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O Risco de Vandalismo e a Falta de Zeladoria 
  A principal crítica que circula entre os moradores diz respeito à durabilidade e utilidade prática desse investimento. Muros extensos em avenidas movimentadas costumam figurar como alvos preferenciais de pichações e atos de vandalismo urbano.  Sem uma política integrada de segurança comunitária e monitoramento eficaz, superfícies onerosas de petit pavê correm o risco de se tornarem telas vulneráveis em curto espaço de tempo, gerando um ciclo vicioso de custos de reparação e limpeza para o erário.

  Especialistas em gestão pública apontam que intervenções puramente cosméticas deveriam ser a etapa final de uma cidade consolidada em termos de serviços, e não uma prioridade isolada.  Quando o embelezamento de fachadas e muros consome parcelas significativas de recursos estaduais e municipais, a falta de investimentos em áreas vitais ganha ainda mais evidência.

   Enquanto as pedras são assentadas milimetricamente nos muros escolares, as estruturas que mantêm a qualidade de vida do ibiporaense demonstram gargalos severos.

Saúde sob
 Investigação
 O setor mais sensível da administração local enfrenta crises recorrentes.
Recentemente, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou inquéritos civis para apurar denúncias na prestação de serviços de saúde pública em Ibiporã, expondo fragilidades no atendimento primário e especializado do município.
Moradores e legisladores frequentemente cobram avanços na zeladoria de áreas vulneráveis e em políticas públicas de segurança urbana, com atenção especial voltada à proteção da infância e de mulheres em situação de risco.

Atrasos de Infraestrutura de Base: 
   Embora o município tenha expandido áreas de lazer, o histórico de obras estruturais da cidade, como os antigos atrasos cronológicos para a entrega de unidades de pronto atendimento essenciais, ilustra a lentidão crônica na resolução de demandas médicas em comparação à agilidade para reformas prediais.

Conclusão: Estética como prioridade torta
   A reforma da Escola Francisco Gutierrez Beltrão é indiscutivelmente bem-vinda naquilo que tange à segurança dos alunos, troca de coberturas e ampliação pedagógica.   Contudo, isolar quase meio milhão de reais para um acabamento estético em muros externos expõe o que críticos chamam de “política de vitrine”.

  O cidadão de Ibiporã que aguarda por exames de saúde, que convive com a falta de policiamento preventivo ou que necessita de melhorias asfálticas nas periferias dificilmente se sentirá contemplado pelo brilho das pedras ornamentais. 

   O prefeito deve compreender que o conceito de uma “cidade bonita” começa pela dignidade do atendimento prestado ao seu morador de ponta a ponta, e não pelos adereços fixados em seus muros de concreto.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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