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Terça-feira, 07 de Julho de 2026
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"Conjunto Miguel Petri é abandonado ao relento com promessas vazias", reclamam moradores

Passado cerca de um ano da visita de um vereador, prefeito José Maria ainda não atendeu a reivindicação da comunidade

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
📸Redes Sociais - Vereador Dieguinho em visita ao Jamil Sacca em frente ao palanque de eucalípto
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IBIPORÃ – Enquanto o centro da cidade exibe ares de modernidade, a periferia de Ibiporã amarga o descaso e a humilhação pública. Um ano após a visita oficial do vereador Dieguinho da Furgão (PSD) ao Conjunto Habitacional Miguel Petri, a realidade dos moradores locais esbarra na negligência e no deboche institucional: a parada de ônibus do bairro continua resumida a um melancólico palanque de eucalipto fincado no chão.
   A promessa do parlamentar — de remanejar junto ao Executivo e instalar no bairro uma das coberturas retiradas da área central após reformas — evaporou. O que sobrou para os trabalhadores e estudantes do Miguel Petri e demais bairros da zona sul foi o desabrigo forçado sob sol e chuva, enquanto assistem à publicidade oficial de um governo municipal que jura "não deixar ninguém para trás".
 
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O desabafo e a revolta nas redes sociais
   Nas redes sociais, o tom da comunidade é de profundo desabafo e indignação. Moradores relatam o sentimento doloroso de se sentirem tratados como cidadãos de "segunda classe" ou "favelados" pelo próprio poder público, que prioriza investimentos em áreas nobres e redutos de grandes produtores rurais com estradas pavimentadas em paver.
 
   A indignação ganha contornos eleitorais explícitos. A população do bairro já avisa que a memória do abandono continuará viva até o dia em que o prefeito e seus aliados "descerem o morro" para mendigar votos.
 
Onde está o dinheiro?
   A principal vidraça desse cenário de abandono recai também sobre a presidência da Câmara Municipal — hoje comandada pelo filho do prefeito. A crítica popular é contundente: enquanto os bairros periféricos contam moedas por infraestrutura básica, os cofres públicos parecem irrigar apenas as regiões onde residem os mais abastados. São quase R$ 100 milhões de empréstimos contraídos e o benefício não chega na ponta da cidade onde está a periferia.
 
   O contraste entre o discurso político e o tronco de eucalipto no Miguel Petri expõe uma ferida antiga: a de uma gestão que só enxerga a periferia de quatro em quatro anos. A conta dessa promessa não cumprida, contudo, promete ser cobrada direto nas urnas. Enquanto isso, as coberturas de pontos de ônibus retiradas do centro, continuam repousando sobre as ações do tempo em algum terreno público ao ar livre.
Uma vergonha! O boicote ao vereador Dieguinho será que tem a ver porque já declarou que tem sua candidata a deputada e indiretamente não apoiará o "filho do prefeito" para deputado estadual? Perguntar não ofende!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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