No último dia 23 de março foram retomadas no Paraaná as cobranças nas praças de pedágio dos trechos que integram os lotes 1 e 2 das novas concessões de rodovias no Estado. Motoristas trafegavam nos trechos sem pagar pedágio desde 2021 quando foram concluídos os antigos contratos de concessionárias do chamado Anel de Integração. Ao todo, nove praças de pedágio foram reativadas.
As discussões entretanto continuam, uma vez que já em algumas praças, há o impasse sobre a isenção de tarifas de veículos emplacados no município de origem onde estão localizados os pedágios e que não possuem rotas alternativas.
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O deputado Estadual Tercílio Turini (MDB) participou na última segunda feira de uma Audiência Pública da Assembleia Legislativa do Paraná onde foi debatido o pedágio do município da Lapa, e levantou uma discussão sobre pagamento de pedágio para moradores de distritos, patrimônios e comunidades próximas à área de instalação das praças.
"Não faz sentido os moradores dessas localidades pagarem pedágio. Ainda na memória dos paranenses se encontra um grande trauma por tudo de ruim que os contratos antigos entregaram à população. Devemos manter o diálogo e a condução da melhor maneira à discussão, para que os novos contratos não sejam novos pesadelos para nossa gente", observou o deputado. A audiência contou com a participação de dirigentes da concessionária Via Araucária, deputados, prefeito da Lapa, Diego Ribas e representantes da comunidade da Lapa.
PROTESTO: Moradores de Jacarezinho no norte pioneiro do Paraná, levantaram as cancelas do pedágio da BR-369 durante um protesto na quarta feira passada (10). A manifestação foi contra a decisão da Justiça Federal que retomou a cobrança da tarifa para quem mora no distrito de Marques dos Reis. A população do distrito, que tem aproximadamente 2 mil pessoas, havia sido beneficiada por uma determinação judicial com a isenção nos dois pedágios de Jacarezinho, o da BR-369 e o da BR-153.
Essa decisão foi revista pela própria Justiça, que ordenou que os moradores de Marques dos Reis voltassem a pagar a tarifa. Nos dois pedágios, carros comuns pagam R$ 12. O protesto começou na tarde e durou até 20h daquele dia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a movimentação que ocorreu de forma pacífica e não precisou intervir. A alegação é que o município teria omitido que o acesso ao distrito oferecia rotas alternativas. Segundo a justiça, a prefeitura também deu informações falsas de que haveria impacto nas atividades dos moradores com os pedágios. As discussões continuam.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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