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SÍNDROME OU TRANSTORNO DO PÂNICO?

Saiba que ambos tem tratamento terapêutico

SÍNDROME OU TRANSTORNO DO PÂNICO?
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O Transtorno do Pânico é um distúrbio caracterizado pela ocorrência de frequentes e inesperadas crises de pânico, que duram minutos e costumam ser inesperadas, podendo surpreender o paciente em ocasiões diversas.
    O indivíduo se assusta muito com a primeira crise, em função das sensações físicas que esta provoca: alteração nos batimentos cardíacos, sensação de perda de equilíbrio, tontura, falta de ar, palpitações e tremores.
    A partir deste susto inicial, tem início um processo de medo e ansiedade que aumenta com a ocorrência das crises seguintes, chegando a tal intensidade que a pessoa se sente em estado de pânico.
    Alguns pacientes apresentam o Transtorno do Pânico acompanhado de Agorafobia (estado de ansiedade relacionado a estar em locais ou situações onde escapar ou obter ajuda pode ser difícil no caso de um ataque de pânico, como por exemplo: estar sozinho em casa, andar no meio de uma multidão, dirigir ou andar de carro, andar de metrô ou ônibus, usar elevador, etc.).

    Sintomas: O portador de Transtorno do Pânico pode apresentar durante as crises, quatro ou mais dos sintomas abaixo relacionados: 
    Boca seca e perda do foco visual; Calafrios ou ondas de calor; Despersonalização ou sensação de irrealidade; Dor no tórax; Formigamentos;          Fraqueza nas pernas; Medo de desmaiar; Medo de morrer; Medo de perder o controle ou de “enlouquecer”; Náusea ou desconforto abdominal; Palpitações; Sensação de pressão na cabeça; Sensações de falta de ar ou asfixia; Sudorese; Taquicardia; Tonturas ou vertigens; Tremores.
    Existem outros sintomas que, embora não estejam relacionados as crises de pânico, muitas vezes fazem passam a fazer parte da rotina do portador de Transtorno do Pânico: Diarreias intensas em determinadas situações; Sintomas de Labirintite;
Pensamentos recorrentes de que podem ter doenças graves ou as doenças dos outros (ainda que exames médicos não indiquem nada); Pensamentos recorrentes de que podem fazer mal a si mesmos ou a outras pessoas; Medo de voltar a sentir medo ou ansiedade antecipatória (viver na expectativa constante de ter uma nova crise).

    Tratamento
    Os resultados mais eficazes tem sido observados quando o psicólogo trabalha em parceria com o psiquiatra, o que possibilita a combinação de psicoterapia com tratamento medicamentoso, visando o melhor benefício do paciente, o trabalho multidisciplinar é aconselhável. Os tratamentos do Transtorno do Pânico considerados mais eficientes atualmente trabalham com foco em alguns objetivos:
    Ensinar o paciente a reconhecer e controlar os sintomas das crises de pânico, utilizando como recursos o tratamento medicamentoso aliado a técnicas comportamentais como: controle da respiração, dessensibilizarão sistemática das situações que causam ansiedade ao paciente, técnicas de relaxamento;
   Trabalhar para que o paciente consiga reconhecer e manejar as sensações corporais relacionadas as crises de pânico e a ansiedade antecipatória, por meio de exercícios com atenção focada nessas sensações;
    Ajudar o paciente a mudar suas atitudes, por meio da mudança de pensamentos e crenças irracionais, de forma a ver os problemas com maior objetividade, deixando-os, dessa forma, mais fáceis de serem resolvidos;
    Ajudar o paciente a caminhar na compreensão das causas e origens do pânico, pois esta compreensão é terapêutica, tranquilizadora e beneficia as demais etapas do tratamento;


    A indicação de esportes, caminhadas ou outro tipo de exercício físico podem auxiliar no tratamento, pois os exercícios físicos liberam endorfinas (antidepressivos naturais) que aumentam o bem estar do paciente e deixam mais disposto para o tratamento.
   Um passo importante para o início do tratamento do Transtorno do Pânico é conscientizar o paciente de que seu problema é emocional e que tem tratamento, e a colaboração da família e dos amigos é fundamental nesse momento;
    Grande número de pessoas portadoras de transtorno do pânico não estão onde deveriam estar: nos consultórios dos psicólogos e/ou psiquiatras. 
    É uma multidão de pessoas que não trata adequadamente de sua doença e prolonga o próprio sofrimento.
    Ao pressentir estes sintomas citados, procure um psicanalista.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Regional/Folha Portal
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