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ANJO OU DEMÔNIO?

Toda a autoridade é constituída por Deus? E os corruptos...?

ANJO OU DEMÔNIO?
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Anjo? Ou Demônio?
Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio (1J 3:8)  e muitas vezes algumas notícias no mostram que esse demônio pretende ser maior que Deus…
Perseguições, injustiças, inverdades são as armas do Demônio. O Demônio não é consciencioso, não é humilde e nem piedoso, sua arrogância e prepotência o impede de reconhecer  as próprias fragilidades, as próprias culpas…
O Demônio arma ciladas, corrompe, é sorrateiro, covarde, amedronta, intimida, se impõe  vorazmente para demonstrar seu poder como se, este, fosse maior que o  Poder de Deus…
Na prepotência do Demônio a Lei de Deus não existe, muito menos a Lei dos homens; ele se põe como a Lei maior mesmo que não tenha moral para tal,
 Porém, Romanos 16:20 nos mostra uma certeza; “Em breve o Deus da Paz esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês”.

Aproveitando o gancho nesta meditação, quero lembrar que na literatura bíblica, em especial a dedicada às autoridades instituídas pelo voto,  tem demonstrado que os eleitores ao longo dos anos responsabilizam o governo pelo estado da economia e que punem, igualmente, os partidos no poder que apresentem um fraco desempenho económico e que não cumpram as promessas eleitorais.

Porém, tais estudos não fornecem uma explicação convincente para a repetida reeleição de marginais da política, ladrões de colarinho branco, corruptos, ordinários de toda a espécie de lixo humano que faz da vida pública, seu meio de vida e da família. Não obstante os elevados níveis de corrupção, perseguição política, desemprego, caos na saúde e outros desastres administrativos, não chegamos a conclusão de como é que tais indivíduos vencem eleições praticamente consecutivas. Tais fatos podem ser explicado à luz de fatores adicionais, como o desmonte da Justiça nos desmandos do STF que, mais do que o melhor sabão em pó, limpa mancha de qualquer vagabundo!

Numa época de polarização exacerbada, essa discussão vital vem se transformando numa guerra santa. De um lado, há um grupo que entende que "bater de frente" com os abusos desta estirpe suja da política, é essencial para desmantelar os gigantescos esquemas de corrupção que começam aqui, e chegam a grandes já revelados como a Lava Jato. E pensar que colocar na prisão dezenas de larápios e mafiosos hoje é apenas Utopia, dado as ações que o Brasil assiste atônito nos desmandos da maior corte deste país.

Do outro lado estão os que se arvoram ser os verdadeiros guardiões da Constituição e do Estado de Direito. Eles mesmos que envergonham o país travestidos de "Justiça"  alegam que não se faz justiça cometendo injustiças, sugerindo necessária violação de direitos e criando meios escusos para incriminar pessoas e autoridades. A batalha interna no Judiciário não será circunscrita ao sigilo. Ela precisa ser contida até porque muita coisa não vaza para a imprensa séria e é estancada pela imprensa corrupta, mantida pelas benesses advindas da corrupção.

Isto poderia trazer à baila insinuações pesadas contra juízes, procuradores, agentes fiscais e policiais federais. Afinal, estarão em jogo interesses, poder e reputação de instituições e autoridades que devem zelar pelo cumprimento da lei, do respeito aos direitos fundamentais e da credibilidade do Estado de Direito.

A catarse não é a melhor forma de se discutir um tema tão importante para o País, mas talvez seja a única maneira de abrir a “caixa preta” dos órgãos autônomos de municípios e Estado. É imprevisível o desfecho de uma guerra santa entre juízes, procuradores, auditores e policiais federais. Como dizia Prudente de Moraes, o primeiro presidente civil do Brasil que participou do movimento republicano para derrubar a monarquia em 1889, “soltar o demônio da revolução é fácil. O difícil é recolhê-lo”.

Essa foi a tentativa do presidente do Supremo, Dias Toffoli, ao voltar atrás em sua decisão original dias atrás ao pedir o acesso ao relatório de cerca de 600 mil pessoas investigadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Conflagrou uma guerra silenciosa no seio do Poder Judiciário e depois, arregou voltando atrás e cancelando sua própria decisão. Se o objetivo de Toffoli não era, como se espera de alguém que ocupa tão alto cargo no judiciário, "bisbilhotar a vida financeira dos investigados", mas apurar se internamente se houve abuso dos procuradores, auditores fiscais e policiais federais, o arrependimento em nada ajudou a clarear suas reais intenções. Pelo contrário, só veio comprovar que os marginais podem continuar a roubar livre, leve e solto. E aquele que se atrever a investigar e denunciar...ah, estes correm sérios riscos de acabarem na cadeia.

As palavras ditas por Dostoiévski nunca foram tão atuais. Elas revelam que os modelos inquisitoriais/ditatoriais não ficaram restritos ao passado,
mas ainda se fazem presentes em nossos dias. Há oitocentos anos atrás, na parábola O Grande Inquisitor, o autor já nos revelava que os representantes oficiais do povo, usavam a religião cristã e a mentira, como escudo da corrupção. E o povo, tal qual nos dias de hoje aceitam exatamente o comando poder sobre toda a terra (oferecido pelo Diabo e rejeitado por Cristo) que coloca o poder, a posse e o controle de tudo a ponto de achar-se, professor de Deus.

A graça do nosso Senhor Jesus e sua infinita misericórdia seja com vocês.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno/CMI
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