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Domingo, 2 de Junho de 2024
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A eleição e os candidatos paraquedistas

Partidos sem expressão, buscam espaço para os candidatos de fora

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
A eleição e os candidatos paraquedistas
Googles/Charge/Ivan Cabral
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Caros Leitores e eleitores caros. Em outubro próximo, além da escolha do presidente e dos novos governadores e senadores, as eleições vão escolher os representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. 

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Aqui em nossa região, a representatividade no parlamento nacional tem sido ínfima. Com o colégio eleitoral menor em relação a outras regiões do Estado, a nosso município sempre foi carente de representatividade. Já tivemos um deputado que teve um mandato pífio, uma vergonha para a cidade que não viu nada de expressivo durante sua "representação" no Legislativo Estadual.

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Dá para contar no dedo, quantos deputados  realmente estiveram presentes nos últimos quatro anos em nosso município. Isto também é um fator que se deve a partidos nanicos, sem nenhuma representatividade, que não consegue eleger um vereador, e o máximo de votos que consegue colocar nas urnas para seus "candidatos", foram 62 votos.

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E porque estou abordando este tema?  Porque neste período eleitoral, é comum começarem a surgir no município, candidatos desconhecidos, ou políticos já eleitos em busca de reeleição, conhecidos como "paraquedistas." Aqueles que geralmente vem ao município, garimpam alguns votos, e depois desaparecem.

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Também são conhecidos como candidatos "Copa do Mundo"...só aparecem de quatro em quatro anos com promessa de ajuda e de se colocar à disposição em relação ao seu trabalho parlamentar. A proximidade das eleições faz com que muitos deputados, não identificados com a região, apareçam para visitas e anúncios de emendas de última hora.  E foi sobre esse assunto que fiz um comentário, onde recebí mais críticas do que "os votos" que o partido nanico deu para seus candidatos.

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Há partidos que tem em sua rede social, mais seguidores do que filiados. Até porque o filiado tem obrigação de votar em seus candidatos. E quando o candidato é um só, (deputado por exemplo), não só os filiados, mas também os "seguidores nas redes", teoricamente deveriam depositar nas urnas os referidos votos.

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Mas na prática, não é o que acontece. Analisando dados no TRE, descobrimos que em Ibiporã, um partido com 886 seguidores nas suas redes sociais, fez apenas 62 votos para seu melhor candidato a vereador, e 191 votos para seu deputado que hoje, novamente está batendo na porta da cidade.  E quem recebe as críticas sou eu, porque defendo e sempre defendí que a cidade, deve eleger seu representante. 

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Uma pena que muita gente pensa ao contrário. Não é porque já elegemos um deputado "ausente" para as questões do município e da região que o elegeu que vamos desistir. Na questão desses parlamentares de fora, o município já teve "representantes" abraçados pelo prefeito que puxaram cadeia, envolvidos no maior escândalo de corrupção que este país já viu. É bonito isso?

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Prefeito desfilando e pedindo votos para corruptos? É possível que hoje não faça isso. Até porque já mudou a cor da bandeira de novo. Como dizia Maurício Requião. É o político "rolha", vai para o lado que o vento sopra!

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O mais lamentável é que muitos desses parlamentares são ciceroneados por políticos da região, inclusive de nossa cidade, com a promessa de ajuda e discurso fácil para angariar votos dos desavisados. "Esse fulano é bão...o jornalista é que é desinformado"!

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Ninguém questionou a idoneidade, do deputado, nem de seu trabalho.  Tampouco, se sabe de quanto "trouxe" para a cidade nestes últimos quatro anos? Porventura o partido com representatividade pífia na cidade, tornou isso público, antes do período pré-eleitoral?

A assessoria do deputado porventura, teve a iniciativa de enviar release a imprensa divulgando as emendas em favor do município?

Pois é, jornalista não tem bola de cristal, divulga informações! Mas para isso elas precisam chegar, como fazem as assessorias de outros candidatos como do deputado Franceschini, Tercílio Turini, Cobra Repórter, por exemplo. Aliás, estes não batem na aporta de Ibiporã a cada quatro anos. Volta e meia, estão por aqui, para um cafezinho e ouvir os vereadores de sua base.

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Mas o que fazer né, se os nanicos não conseguem eleger UM vereador e sequer fazer 200 votos para seu deputado? A culpa é minha? Dor de cotovelo? Onde? Para o governo de uns e outros, como o primo pobre aí... meu deputado fez 46.713 votos!

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Há que se tomar muito cuidado com isso, assim como com figuras que, na última hora, transferem domicílio eleitoral, ou mudam de partido para ser candidato, sem qualquer vínculo com Ibiporã.

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Sem citar nome, mas a imprensa tem veiculado que alguns candidatos estão transferindo seu domicílio eleitoral buscando um maior número de vagas para a Câmara Federal em relação aos demais entes da União.

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Nas eleições de 2018 tivemos exemplo aqui com candidatos, ditos “paraquedistas”, que nunca estiveram na cidade e, pasmem, receberam expressiva votação. É a chamada obrigação de "pagamento de contas", afinal Ninguém consegue "boquinha" no governo de graça.

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É como os políticos que pagam compromissos de campanha, com cargos, ou indicando parentes de seus pares de partido em empresas terceirizadas, que recebem dinheiro público. E acham tudo normal, que não há nada de ilegal. Mas onde fica a moral do político "sério" que aceita isso?

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Por isso digo que para aumentar nossa representatividade no parlamento é imprescindível escolher nomes que, de fato, têm vínculos com a nossa cidade, candidatos que conhecem nossa realidade e demandas.

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Oxalá os eleitores que moram em Ibiporã e região tenham a consciência para escolher nomes afetos a nossa realidade e vínculo. A escolha equivocada acarretará mais quatro anos perdidos. E para estes críticos de facebook, procurem trabalhar mais pelos seus candidatos e se preocupem menos comigo.  Para que não passem a vergonha de novo de fazer 191 votos para seu deputado e 60 para seu vereador.

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Sou formador de opinião e não político.  Se a cidade tivesse mais fiscalizadores do poder público do que puxa-sacos seríamos um município exemplo para o país.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno/CMI
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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