IBIPORÃ – O vereador Hugo Furrier (MDB) apresentou na Câmara Municipal uma proposta que visa trazer "justiça fiscal" aos moradores de áreas ainda não contempladas por serviços essenciais de infraestrutura. Através da indicação n° 0074/2026, o parlamentar sugere que o Executivo Municipal suspenda temporariamente ou reduza proporcionalmente a cobrança do IPTU em ruas que não possuem pavimentação asfáltica, rede de esgoto ou abastecimento regular de água.
De acordo com o texto da indicação protocolada em 19 de março de 2026, a cobrança integral do imposto sobre imóveis que sofrem com poeira no período seco e lama nos dias de chuva gera uma sensação de injustiça entre os contribuintes. Furrier argumenta que a falta dessas melhorias impacta diretamente na qualidade de vida e desvaloriza o valor venal real dessas propriedades.
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"Nestas condições, a cobrança integral do IPTU não reflete adequadamente a realidade urbana dessas localidades", afirma o vereador na justificativa do documento.
Pontos Principais da Indicação:
- Redução Proporcional: Descontos no valor do imposto baseados na ausência de infraestrutura.
- Isenção Temporária: Suspensão da cobrança até que a pavimentação asfáltica seja efetivamente entregue no local.
- Vinculação à Melhoria: O retorno à cobrança normal do IPTU ocorreria apenas após a conclusão das obras de infraestrutura urbana.
- Revisão do Valor Venal: Um estudo técnico para ajustar o valor dos imóveis que hoje pagam taxas incompatíveis com a infraestrutura disponível.
O posicionamento de Hugo Furrier ocorre em um momento de intenso debate sobre o IPTU 2026 em Ibiporã. O parlamentar já havia se manifestado de forma contrária a aumentos decorrentes da atualização da Planta Genérica de Valores e tem utilizado a tribuna para cobrar soluções para bairros como o Balneário Tibagi, que segundo o vereador, enfrenta problemas crônicos de falta de água e abandono estrutural.
A proposta agora segue para análise das secretarias competentes da Prefeitura de Ibiporã, que deverá realizar o estudo de viabilidade técnica e impacto financeiro sugerido pela Câmara Municipal.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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