A Prefeitura Municipal de Ibiporã enviou à Câmara Municipal, projeto de lei (PL) que autoriza o Poder Executivo a contratar operações de créditos junto às instituições financeiras, organismos e entidades de crédito para que possa contrair empréstimo de quase R$ 100 milhões de reais a serem pagos até 2033. O pedido esbarrou na opinião do vereador Hugo Furrier (MDB) que entende que dívida contraída por administrador deve ser pago dentro do exercício de seu mandato.
"Não sou contra o empréstimo, mas também não concordo que seja feito para outros assumirem a responsabilidade de pagar. Ou seja, quem autoriza hoje, talvez nem esteja mais aqui quando a conta chegar", observou e questiona: _"Será que o interesse real é investir no que a cidade realmente precisa? Ou estamos diante de mais uma corrida por grandes obras que garantem visibilidade, mas deixam as dívidas para o futuro? Educação, saúde e qualidade de vida não cabem em placas ou inaugurações", argumentou.
Em sua rede social, o vereador demonstrou ter 98 milhões de preocupações em relação ao projeto pediu aos demais pares que analisem com precaução esta proposta porque dívidas ou empréstimos consignados a longo prazo, podem comprometer as próximas administrações.
O pedido do Prefeito ainda será analisado pelo vereador que já deu o tom de sua posição considerando o atual panorama econômico do país dúvidas sobre a taxa de juros que será paga aos financiadores, a carência para esse pagamento, (oito anos) até que essa dívida seja quitada, a lista de ações que serão contempladas com esse valor. Falta inclusive dizer qual é a instituição financeira e a linha de crédito que vai abarcar esse pedido de empréstimo. "Sem essas informações é uma irresponsabilidade votar favorável a essa pauta”, afirmou Furrier.
Outra preocupação do vereador é quanto ao tempo que será disponibilizado para socialização da proposta pela administração municipal garantindo ampla discussão na casa legislativa e com a sociedade, elucidando todos os pontos ainda obscuros no documento. “Espero que não queiram vir aprovar essa proposta ainda esta semana, passando o trator por cima do debate. Prudente mesmo, seria esta casa em comum acordo entre os pares solicitar uma audiência pública, para dialogar com a sociedade sobre esse pedido e os riscos que ele pode incidir para as contas do município, nesta e em outras gestões”, finalizou.

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